Renan réu na Lava Jato

Coluna Esplanada / 08/10/2017 - 12h00


Em meio à crise entre o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Senado, desencadeada pelo afastamento do senador Aécio Neves (PSDB-MG), a Segunda Turma da Corte tende aceitar nesta terça-feira, 10, a denúncia do ex-procurador-geral da República, Rodrigo Janot. O peemedebista Renan Calheiros (AL), já réu em uma ação por peculato, é acusado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro e teria recebido propina de R$ 800 mil por meio de doações da empreiteira Serveng. O deputado Aníbal Gomes (PMDB-CE) também é alvo da denúncia. 

Padrinhos 

De acordo com a peça de Janot, Aníbal e Renan receberam propina em troca da manutenção do ex-diretor Paulo Roberto Costa na Petrobras. 

Precedente 

A Segunda Turma do STF é composta pelos ministros Edson Fachin, Celso de Mello, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli. 

Unânime 

São os mesmos ministros que, há dois meses, chancelaram a denúncia contra o senador Fernando Collor (PTC-AL) pelos crimes de corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa no âmbito da Lava Jato.

Semana Lava Jato

Corre nos bastidores a informação de que a calmaria da Lava Jato será interrompida por uma série de operações em uma mesma semana. A aguardar. 

Bola dividida 

O polêmico projeto que prevê a demissão de servidores públicos por mau desempenho divide senadores e inflama a grita dos sindicatos. O relator da proposta, Lasier Martins (PSD-RS), reafirma que o “bom servidor” não será prejudicado. Já para Randolfe Rodrigues (Rede-AP), a proposta pode abrir brechas para “perseguições políticas”.  

Instabilidade 

O Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais (Sindifisco) avalia que a proposta visa criar um clima de instabilidade e perseguição no serviço público. 

Independência
 
“O auditor fiscal precisa de independência para investigar e atuar sobre quem quer que seja - sem se preocupar se sua atuação desagradará alguém. Ninguém pode estar acima da lei”, dispara a entidade. 

Emendômetro 

Carro-chefe da operação do Planalto para derrubar a segunda denúncia contra Temer, a liberação de emendas já atingiu mais R$ 1 bi em setembro – de acordo com a ONG Contas Abertas. 

‘Descurtiu” 

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Moreira Franco, jura que não foi ele – nem ninguém da equipe de seu gabinete – que “curtiu” publicação em uma rede social que associava (com chacota) o ex-colega de Governo, hoje presidiário Geddel Vieira Lima, ao ganhador da loteria no valor de R$ 54 milhões. 

Invasão 

O ministro usou a mesma rede social para anunciar que “providências legais necessárias estão sendo tomadas para solicitar a punição a quem fez essa invasão criminosa”. 

Armas no alvo

Foi criada, na semana passada, a Confederação Brasileira de Airsoft, que vai cadastrar os operadores e lojas de armas, além de campos de tiros. Estima-se que há atualmente, no Brasil, mais de 500 mil operadores sob fiscalização do Exército.

Aplicativo 

A confederação já desenvolveu um aplicativo para cadastrar os operadores e evitar que armas sejam adquiridas e usadas para prática de crimes.     

Esperança 

A Coluna expressa solidariedade às famílias das vítimas da tragédia de Janaúba (MG) com um breve verso do poeta Augusto dos Anjos: “A Esperança não murcha / Ela não cansa”. 

Ponto Final
 
“O eleitor brasileiro não perdoará o Congresso por sua inércia e omissão diante de outro filme de terror que se avizinha:’2ª denuncia.’”

Da senadora Kátia Abreu (TO)

 

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