A luta inglória do combate às drogas

Editorial / 16/05/2018 - 06h00
 
Combater o tráfico de drogas, para alguns especialistas em segurança pública, já se tornou uma utopia. 
 
No Brasil, há décadas tenta-se atacar o problema, ora com discursos, ora com as tais forças-tarefa, ora mexendo pouco em leis que seguem garantindo impunidade. E o que se vê a cada dia é o agravamento de uma guerra que tira a vida de milhares de jovens e põe em xeque as estratégias adotas pelas forças de segurança. Exterminado, de fato, só mesmo o sossego do cidadão. 
O crime organizado desencadeia outros crimes, que também resultam em estatísticas alarmantes de mortes e agressões. A violência toma conta dos noticiários, evidenciando o poder de fogo e a capacidade de afrontar as autoridades. E assusta. Muito!
 
A legalização do comércio de entorpecentes, para uns, é um caminho para o combate ao narcotráfico ao eliminar o atravessador. Poderia até gerar imposto, como alegado, mas acaba com a violência? Estudos defendem que sim. Na outra ponta há os que defendem a implementação de programas de segurança mais abrangentes, não restritos à prisão dos chamados “operários do tráfico”, mas um trabalho com foco em erradicar a ação dos cabeças do esquema. Mas os tais cabeças seriam mesmo penalizados? 
 
Enquanto as discussões seguem, os fatos insistem em bater à porta. Em BH, o aumento das ocorrências de tráfico de drogas é um sinal de que o problema se agrava. No primeiro trimestre do ano, em comparação ao mesmo período de 2017, os flagrantes aumentaram 24%. 
 
A Polícia Militar alega que estatísticas em alta refletem o trabalho mais eficaz da corporação, aliado a investigações da Polícia Civil e a ação da Justiça. E há que se ressaltar todo e qualquer empenho para estancar essa sangria. 
 
Mas é fato que outros caminhos precisam ser trilhados, pelo bem de toda a nossa sociedade. 
 
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