A seca e os severos impactos socioambientais

Editorial / 12/09/2017 - 06h00

O alerta está aceso em Minas Gerais. Com a falta de chuva, as torneiras secaram. E mais de 760 mil mineiros já sofrem com os impactos da estiagem. Pelo menos 25 cidades já estão com racionamento decretado pela Copasa. Outros 135 municípios são abastecidos atualmente por rios em situação de atenção ou restrição, de acordo com a classificação das vazões feitas pelo Instituto Mineiro de Gestão das Águas (Igam). Ou seja, também correm o risco de, em breve, entrar em rodízio de fornecimento. 

A situação é crítica e afeta a todos. A seca que assola cidades mineiras é um desencadeante de severos impactos socioambientais. Mudanças na distribuição das precipitações e redução no volume de chuvas são fatores suficientes para a desorganização da atividade econômica regional. Além das famílias, também acabam sofrendo restrições as indústrias e o agronegócio. Pior para a economia, que já anda tão combalida. 

Até ontem, 78 cidades tiveram decretados estados de situação de emergência pela Defesa Civil em função de seca e estiagem. A maior parte delas, na região norte do estado, uma das mais pobres de Minas. 

Por lá, o cenário em alguns locais é de deserto. Rios e córregos estão completamente secos. Sem alternativa, muitas pessoas estão saindo da zona rural para a área urbana porque em muitos locais não têm água nem furando poços artesianos. Buscam matar a sede e dar uma vida melhor para os filhos. A população não pode esperar. Precisa ser assistida diante dos diversos desastres, principalmente a seca e estiagem que afetam por longos períodos. 

A Copasa afirma que, além dos rodízios, estão sendo adotadas medidas emergenciais nas cidades em condições de risco como perfuração de poços, apoio de caminhões-pipa e melhorias operacionais dos sistemas. 

Mas é necessário muito mais. É preciso que os governos invistam em políticas públicas permanentes para o combate à seca. Descobrir as verdadeiras fontes dos problemas hídricos do estado, identificar as causas e encontrar soluções que não sejam apenas emergenciais é uma questão pra lá de urgente. 

 

 

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