Alento para bares e restaurantes de BH

Editorial / 03/11/2017 - 06h00

A entrada em vigor do horário de verão no último dia 15, quando os relógios foram adiantados em uma hora, já trouxe um alento para bares e restaurantes de Belo Horizonte, que comemoraram um aumento da clientela. Em alguns casos, os proprietários esperam faturamento até 50% maior, mas a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes de Minas Gerais (Abrasel) prevê um incremento de até 7% na rentabilidade dos estabelecimentos.

Com o novo horário, a clientela começa a chegar mais cedo nos bares e restaurantes, principalmente nos que contam com mesas nas calçadas. Para atrair ainda mais esse público, alguns estabelecimentos têm investido em happy hour, ampliado as promoções de cerveja gelada, drinks, rodadas duplas de chope e até porção grátis dependendo do consumo da “loura gelada”.

Em alguns points da cidade, como na rua Alberto Cintra, que liga o bairro União à Cidade Nova, na região Nordeste da capital, já houve um incremento de público mais cedo nos estabelecimentos, com as calçadas completamente lotadas antes mesmo do anoitecer.

O achatamento dos salários, que na maioria dos casos não têm tido ganho real, aliado à crise econômica fez com que o movimento dos bares e restaurantes caísse de forma brusca nos últimos anos, levando inclusive vários estabelecimentos a fechar as portas na cidade. No mês passado, por exemplo, o restaurante Via Cristina, tradicional ponto de encontro do bairro Santo Antônio, na região Centro-Sul da capital, deixou de funcionar, pegando a clientela de surpresa.

No entanto, segundo levantamento da Empresa de Informática e Informação do Município de Belo Horizonte (Prodabel), Belo Horizonte continua sendo a capital dos bares, com o Centro liderando o ranking com 704 estabelecimentos, seguido pela Savassi (704), Santa Efigênia (192), Barro Preto (169) e Lourdes (157).

O horário de verão vai até 18 de fevereiro do próximo ano. Normalmente, a economia de energia gerada em Minas nesse período equivale à demanda de pico das cidades de Juiz de Fora e Sete Lagoas. Se para a maioria da população esse período vira um sofrimento, tendo que sair de casa ainda no escuro, para os bares e restaurantes pode representar a retomada do crescimento e a garantia de lucros mais robustos.

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