As cartinhas para Papai Noel

Editorial / 11/11/2017 - 06h00

Guarda-chuva para a mãe, toalha de banho para o irmão, chocolate e outras guloseimas para a família, uma boneca nova, um carrinho de controle remoto, material escolar, um par de tênis. São muitos os sonhos dos estudantes mineiros de baixa renda que ganham forma nas folhas de papel. Desejos simples descritos nas cartinhas destinadas ao Papai Noel e que tocam o coração de centenas de pessoas que desejam tornar mais alegre o fim de ano de meninos e meninas carentes.
A tradicional campanha das cartinhas dos Correios foi lançada ontem em Belo Horizonte, com direito à presença do Bom Velhinho. Ao todo, 150 mil garotos e garotas poderão receber presentes de voluntários. O número de atendidos pode ser o dobro do ano passado.

Em sua maioria, os pedidos são singelos e inocentes. Mas têm solicitações de produtos caros também, como videogame e televisão. Afinal, sonhar não custa nada.
Em Belo Horizonte, centenas de pedidos – pequenos e grandes – estão espalhados no espaço destinado à adoção na agência Central dos Correios, que fica perto da sede da PBH. Quem deseja apadrinhar uma criança já pode ir até o local. Dá para ler várias cartinhas e escolher a que mais vai sensibilizar o coração.

A campanha, que acontece em todo o país, nasceu da iniciativa dos próprios empregados dos Correios. E ao longo dos últimos 28 anos se consolidou como uma das maiores campanhas natalinas e uma das principais ações de responsabilidade social de todo o país.

Somente nos últimos três anos, foram recebidas mais de 2,5 milhões de cartas destinadas ao Papai Noel dos Correios. O objetivo principal da ação é responder às cartas das crianças que escrevem ao Bom Velhinho e, sempre que possível, atender aos pedidos de presentes daquelas que se encontram em situação de vulnerabilidade social.

A campanha contempla, além das cartas das crianças da sociedade em geral que escrevem diretamente ao Papai Noel, também aquelas de estudantes das escolas da rede pública (até o 5º ano do ensino fundamental) e de instituições parceiras, como creches, abrigos, orfanatos e núcleos socioeducativos.

A nós cabe a doação de um pouco de tempo, esperança e carinho a quem pouco ou quase nada tem. No final das contas, o bem volta para quem o praticou.
 

 

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