Cerco à febre amarela no Estado

Editorial / 06/01/2018 - 06h00

A confirmação da morte de um homem de 51 anos, na zona rural de Brumadinho, devido a complicações da febre amarela, confirmada ontem pela Secretaria de Saúde, acendeu o alerta em Minas para o risco da doença, transmitida no meio urbano pelo mosquito Aedes-aegypti – o mesmo da dengue – e pelo Haemagogus e o Sabethes, nas áreas rurais e de florestas. Outro rapaz da mesma região, suspeito de ter contraído a doença, foi transferido para município de Serra, no Espírito Santo, onde permanece internado.

Diante do risco, o Governo de Minas ampliou a cobertura vacinal para 21 municípios do entorno de Brumadinho e determinou o imediato fechamento do Parque do Rola Moça e a interrupção da circulação de pessoas no Inhotim. No entanto, a direção do instituto preferiu adotar medidas preventivas, como campanha de vacinação dos funcionários e monitoramento diário dos animais. A partir de agora, vai disponibilizar também repelentes para os visitantes. O museu informou ainda que técnicos da equipe de zoonoses da cidade não identificaram nenhum mosquito transmissor da doença no local. Em Belo Horizonte, a Secretaria Municipal de Saúde já havia fechado preventivamente o Parque das Mangabeiras, o mirante e o Parque da Serra do Curral.

A febre amarela é uma doença infecciosa aguda causada por um vírus transmitido pela picada de mosquitos infectados. Na áreas rurais e de florestas, os macacos sãos os principais hospedeiros. Os sintomas normalmente são febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia – pele e olhos ficam amarelos – e hemorragias de gengivas, nariz, estômago e intestino. Os infectados têm que ser atendidos com urgência. Hoje, cerca de 20% a 50% das pessoas que desenvolvem a doença correm o risco de morte.

No ano passado, Minas registrou 136 mortes por febre amarela, todas da forma silvestre. No mesmo período, em Belo Horizonte, 70 macacos foram encontrados mortos, sendo que sete deram resultados positivos para a doença e oito ainda permanecem pendentes de resultado. Atualmente, a cobertura vacinal no Estado está em torno de 81%, com uma estimativa de que cerca de 3,7 milhões de pessoas, principalmente na faixa etária de 15 a 59 anos, ainda não receberam a vacina. 

Portanto, todo cuidado é pouco. As pessoas que pretendem viajar para rurais e de cachoeiras devem conferir o cartão de vacinas para saber já estão imunizadas. A única forma de se prevenir a doença é a vacinação, que está disponível nos principais postos de saúde de Minas. Com validade de dez anos, ela é indicada para todas as pessoas e deve ser aplicada também com dez dias antes de ir para essas áreas consideradas de risco para a doença.
 

 

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