Combate ao tráfico, combate à violência

Editorial / 15/05/2018 - 06h00


O tráfico de drogas acarreta para o Brasil e outros países da América Latina sérios problemas de segurança, sociais e de saúde pública de difícil solução para os governantes. Um exemplo está no Rio de Janeiro, onde travou-se uma guerra entre a polícia e as gangues de traficantes rivais, ceifando milhares de vidas ao longo dos anos e causando insegurança em toda a população, levando, inclusive, à intervenção do Exército. O mais triste é que grande parte dos envolvidos neste comércio ilícito são jovens que, na maioria das vezes, não vão sobreviver ao crime. 

Antes restrito aos grandes centros, o problema, há tempos, atormenta o interior. Cidades antes tranquilas também são “loteadas” por traficantes, com disputas por pontos de venda de droga que levam a mortes e agressões.

O crescimento deste crime organizado pode ser medido pela mudança de perfil dos presidiários, que antes eram, na maioria, homicidas ou condenados por crimes contra o patrimônio. Hoje, grande parte população carcerária é de envolvidos no comércio ilegal de entorpecentes. 

As blitze policiais servem também para medir o quanto o tráfico toma conta do país. Um exemplo é a operação da Polícia Militar realizada em Minas no intervalo de 24 horas, entre a última sexta-feira e sábado, que prendeu 776 pessoas. Entre as ocorrências policiais, a maioria era ligada ao tráfico de drogas.

Ações como essas são de grande importância para inibir o crime organizado e evitar que a capital mineira chegue ao nível de violência do Rio, onde o controle foge das mãos do Estado. Mas o trabalho deveria ser mais constante e intenso o ano inteiro. Além de trazer violência e insegurança, o tráfico acarreta prejuízos para os cofres públicos, com o alto custo de internação de vítimas de agressão e tentativas de homicídio. Sem contar o problema social causado pela dependência química, que traz tanto sofrimento para milhares de famílias de usuários.
 

 

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Comentários