Copa, economia e menos imposto impulsionam cervejas artesanais

Editorial / 31/03/2018 - 06h00

O mercado de cervejas artesanais promete deslanchar neste ano de 2018. 
Três fatores contribuirão para que os pequenos e micro empresários tenham sucesso na empreitada. Principal reivindicação do setor, a partir de janeiro deste ano os empreendedores já podem inscrever o negócio no Simples Nacional, uma modalidade tributária que implica na redução da carga para quem tem faturamento menor. O mercado das artesanais se queixava de que pagava imposto como “gente grande”. 

Para se ter ideia, a carga girava em torno de 56%. Para quem produz pouco, com insumos mais caros e adquiridos em escala menor, o peso inviabilizava muitos negócios. A situação era diferente para as grandes produtoras. Daí, o preço alto das artesanais, o que tornava o consumo uma regalia das classes mais abastadas.

Além do Simples baratear o custo final da produção, em 2018, o calendário de festividades com uma atração que chama a bebida é também a aposta dos cervejeiros. Já há produtor falando em aumentar as vendas em até 500%, se comparadas com o mesmo período do ano passado. A Copa do Mundo certamente trará um gás extra aos empreendedores. 

A terceira aposta é na recuperação da economia. A perspectiva do Banco Central de termos crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2,6%, em 2018, significa dizer que mais brasileiros irão retomar os padrões antigos de consumo. Como ninguém abre mão de uma boa “gelada”, o mercado cervejeiro agradece.

Minas Gerais tem potencial. No Concurso Nacional de Cervejas (para artesanais), realizado no mês passado, 21 “brejas” mineiras foram premiadas. Somos o terceiro Estado com maior número de cervejarias artesanais e independentes. Por aqui, existem nada menos que 87 nichos desse negócio, conforme dados do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento relativos ao fechamento do ano de 2017. 

No país, houve crescimento de 37,7% do número de cervejarias artesanais no ano passado, em relação a 2016. Além disso, o Ministério da Agricultura registrou 8,7 mil novos produtores nesse negócio, uma média de 13 para cada marca. Pela curva em elevação, e com fatores motivacionais, a expectativa é de um 2018 ainda melhor! 

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