Crescimento e esperança no comércio

Editorial / 10/04/2018 - 06h00


Afetados pelo longo período de recessão  econômica do país, ocorrido a partir de 2016, os comerciantes mineiros começam a sentir a retomada, ainda que lenta, do crescimento da economia. 

Os números registrados pelas entidades de classe revelam que há esperança, confiança e aposta em dias melhores entre os comerciantes.

O cenário de estabelecimentos fechados por causa da crise, que marcou os últimos anos, cede lugar à abertura de novos negócios com grandes investimentos.
Levantamento da Junta Comercial de Minas Gerais (Jucemg), feito especialmente para o Hoje em Dia, revela que no primeiro trimestre deste ano o saldo entre empresas abertas e extintas ficou positivo em 3.040 negócios ativos em Minas. Esse número corresponde a 90,69% do registrado em 2016 (3.352) _ auge do chamado “tsunami” econômico do pais.

No ano passado, os empreendedores mineiros abriram 41.043 negócios, contra 39.987 no ano anterior. Já as extinções caíram de 36.635 em 2016 para 28.910, no último exercício.

Em Belo Horizonte, a confiança e aposta em novas lojas não se concentram apenas no comércio de rua, mas nos shoppings também, que aumentaram ao mix de estabelecimentos para os consumidores. 

Para a capital , que tem entre as principais atividades comércio e serviços, a notícia é de grande importância, não só para o aumento da arrecadação, mas para a geração de novos postos de trabalho, contribuindo para reduzir as tristes estatísticas do IBGE que registram quase 13 milhões de desempregados no país. 
Além de empregos nos estabelecimentos comerciais, a abertura de novos negócios movimenta o setor da construção e prestação de serviços, uma vez que para abrir novas casas empresários investem milhões em construção e reformas.

O crescimento acontece não só na área central, mas em diferentes regiões de Belo Horizonte. O Minas Shopping, na região Nordeste da cidade, registrou a abertura de 15 lojas no primeiro trimestre deste ano. O crescimento representou 100% em relação ao mesmo período de 2017. A esperança é de que a retomada do crescimento prossiga garantindo um ano com mais vendas, lucros e empregos para a população.

 

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