Crimes mudam rotina nos supermercados

Editorial / 31/08/2017 - 18h49

Sob efeito da criminalidade que só aumenta em todo o país, a insegurança dos empresários do setor de supermercados, um dos campeões em geração de empregos, tem impacto direto no caixa das lojas. 

Pesquisa de Vitimização do Segmento Supermercadista, realizada pelo Sindicato do Comércio Varejista de Gêneros Alimentícios da capital (Sincovaga BH) em parceria com a área de Estudos Econômicos da Fecomércio MG, mostra que a quase 70% das empresas gastam, em média, até 5% do faturamento mensal em segurança.

Fazendo uma conta rápida, no ano passado o setor supermercadista no estado faturou R$ 33,9 bilhões, segundo dados da Associação Mineira de Supermercados (Amis). Ou seja, é como se durante o ano de 2016, em Minas, o setor tivesse gasto até R$ 1,7 bilhão para evitar assaltos, roubos e furtos.

A cifra milionária é acompanhada pela escalada no número de crimes contra supermercados em Belo Horizonte nos últimos 12 meses. Nesse período, 54,4% dos estabelecimentos registraram algum tipo de violência, contra 44,5% que passaram por situação semelhante na avaliação do ano passado. 

Entre as ocorrências deste ano, salta aos olhos o volume de assaltos a mão armada a comerciários: 55% dos crimes registrados, enquanto, no ano passado, esse índice era de 27%. Outros episódios comuns são furtos a lojas, assalto a mão armada a clientes e assalto a comerciários sem uso de arma de fogo. 

Alteração do horário de funcionamento, novo espaço para guardar objetos de valor e reforço na segurança do estabelecimento, com a instalação de câmeras e aumento no efetivo dos vigias, são medidas adotadas por parte dos comerciantes.

Para os empresários, a insegurança preocupa tanto porque obriga as empresas a adotar providências que seriam da competência da polícia e do Estado. 

A reclamação geral é  de que não há tranquilidade para operar o negócio. E além das perdas econômicas e com o patrimônio, a violência coloca em risco funcionários, especialmente os mais expostos, como operadores de caixa e vendedores, e clientes, que muitas vezes vão às compras acompanhadas dos filhos pequenos.

 

 

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