Empresas mineiras em destaque no mundo

Editorial / 10/10/2017 - 06h00

Depois de perder grandes corporações genuinamente mineiras para outros estados do país, Minas ensaia dar a volta por cima. Levantamento realizado por gabaritados pesquisadores e professores da Fundação Dom Cabral (FDC) colocou Minas Gerais como o segundo maior celeiro de multinacionais e franquias internacionalizadas do país. 

Com sete multinacionais e duas franquias com pelo menos um pé em terras estrangeiras, o Estado só perde para São Paulo, a maior economia do Brasil, que possui 28 e quatro, respectivamente. O levantamento levou em consideração receita, ativos e quantidade de funcionários das empresas.

Entre as mineiras que mereceram destaque no ranking da FDC estão Localiza e Depyl Action, entre as franqueadas, e Magnesita, Algar Tech, Andrade Gutierrez, CZM, Grupo Serpa, Instituto Áquila e Falconi, representando as multinacionais. A Localiza ocupou o principal lugar no pódio, como a franquia mais internacionalizada do Brasil.

Há cerca de três meses a empresa inaugurou o novo prédio na região Nordeste da capital. A obra chama a atenção pela imponência e alta sustentabilidade. Tudo de primeiríssima geração. Mais de R$ 200 milhões foram investidos. 

Orgulho dos mineiros, a Localiza é a maior rede de aluguel de carros da América do Sul, com 577 agências em sete países e uma frota superior a 150 mil carros. Neste ano, a Localiza adquiriu as operações da Hertz no território brasileiro. Juntas, oferecem mais de 10 mil agências em duas mil cidades de 150 países. São quase um milhão de carros disponíveis em todo o mundo.

Outro dado do estudo da FDC que salta aos olhos é o fato de Minas ultrapassar o Rio de Janeiro, segunda maior economia brasileira, o que pode significar uma sinalização da tão sonhada diversificação econômica. 

Das empresas listadas pelo levantamento com forte atuação no exterior, apenas a Magnesita, que produz refratários, possui perfil tradicional. As demais fogem do setor extrativo mineral, siderúrgico e de commodities.

Fica a lição de empreendedorismo e grandiosidade dada por essas empresas. A mineração e a siderurgia são, sem dúvida, importantes. Mas não precisamos ser dependentes delas. 

 

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