Infraero tenta ampliar serviços na Pampulha

Editorial / 27/01/2018 - 06h00

Mesmo com a insegurança jurídica, já que os voos de grande porte com escalas regionais também podem ser suspensos no Aeroporto da Pampulha, o terminal começa a dar sinais de vida. O início das rotas da Gol na semana passada para Congonhas, em São Paulo, com escala em Juiz de Fora, na Zona da Mata mineira, levou a Empresa Brasileira de Infraestrutura Portuária (Infraero) a buscar a intensificação da oferta de serviços no local. Outras empresas de aviação também já trabalham com a perspectiva de operar voos com conexões regionais.

Com capacidade para 2,2 milhões de passageiros por ano, a situação da Pampulha se agravou em 2007, quando o terminal foi fechado para jatos e aviões de grande porte, cujos voos foram transferidos para o Aeroporto Tancredo Neves, em Confins. Desde essa época, o aeroporto se dedicou aos voos regionais. No entanto, em abril de 2016, a Azul, que utilizava aeronaves com 70 lugares, também encerrou suas atividades no local, agravando ainda mais a situação, com o fechamento de lojas e cafeterias. De janeiro a setembro daquele ano, o prejuízo beirou os R$ 18 milhões.

O Ministério dos Transportes tinha barrado voos de grande porte no local, mas no final do ano passado voltou atrás e liberou o terminal para pousos e decolagens de jatos, o que causou uma grande procura por slots (direito de pousos e decolagens) pelas empresas de aviação. Neste ano, tanto o própria Pasta quanto o Tribunal de Contas da União (TCU) voltaram a impedir rotas diretas para aeroportos de grande porte, mas a Gol conseguiu retomar os voos fazendo agora escala em Juiz de Fora, o que deve abrir precedentes para outras empresas.

A Infraero já negocia a instalação de pelo menos 12 estabelecimentos no local, como lojas de artesanato, chocolateria, perfumaria e um empório de produtos regionais. Duas cafeterias já estão até em fase de homologação do contrato. No entanto, todo esse esforço da estatal para incrementar as atividades no local, com a retomada dos voos da Gol, pode esbarrar em entraves judiciais. Tanto a BH Airport quanto a associação de moradores do entorno da Pampulha tentam barrar na Justiça o retorno de jatos ao local. O impasse continua!
 

 

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