O novo mapa do emprego em Minas

Editorial / 02/11/2017 - 06h00

O Brasil ainda tem quase 13 milhões de desempregos. É um mar de gente que busca uma vaga no mercado de trabalho, formal ou informal, para sustentar a si mesmo e a família. Mas em meio ao caos, há boas notícias. E uma delas é que o país começa finalmente a sinalizar a saída do fundo do poço e a retomada da economia.

Em Minas, conforme dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), houve saldo positivo de 56.652 vagas entre janeiro e setembro deste ano. E quem alavanca os postos de trabalho são as cidades do interior. Mais de 27% das vagas, o equivalente a 15.615, foram geradas por apenas 10 municípios, espalhadas pelas diversas regiões de Minas.

Conhecida pela produção de calçados, Nova Serrana puxou a fila. No período, o município que concentra o maior número de empresas do polo calçadista mineiro teve saldo positivo de quase 4 mil vagas. A princípio, as fábricas instaladas na cidade priorizavam a produção de tênis. Algumas marcas chegaram a fazer sucesso até no exterior. Mas a concorrência com os chineses apertou, a margem de lucro caiu, a crise chegou e a saída encontrada pelos produtores locais foi investir em calçados femininos, com menos tecnologia embutida e, portanto, mais baratos. Outra alegação para o novo foco é que a mulher pode até ficar sem dinheiro, mas não deixa de renovar o guarda-roupa.

Já em Patos de Minas, no Alto Paranaíba, o setor de serviços foi o responsável por impulsionar a criação de vagas. Segundo o prefeito José Eustáquio (DEM), a justificativa é que muitos moradores de municípios vizinhos vão à cidade em busca de educação e saúde. Com isso, incrementam negócios locais, gerando renda e empregos de carteira assinada.

A agropecuária foi a salvação da lavoura em João Pinheiro, no Noroeste do Estado. O cultivo de soja, café e cana-de-açúcar, entre outros, ajudou na abertura de postos de trabalho. Nesse cenário, Minas Gerais manteve o segundo lugar na geração de empregos no país de janeiro a setembro deste ano, ficando atrás apenas do estado de São Paulo.

Que os ventos continuem a soprar a favor da economia e do trabalhador brasileiro e mineiro.
 

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