Os aumentos indigestos do gás e da gasolina

Editorial / 13/09/2017 - 06h00

A escalada de aumento dos preços do gás de cozinha e da gasolina já provocam um gosto amargo para o consumidor. E devem ficar ainda mais indigestos. Donos de bares e restaurantes afirmam que o gás tem abocanhado, cada vez mais, uma fatia maior do custo final da refeição. 

Em agosto, o produto ficou quase 7% mais caro. Neste mês, o aumento chegou a impressionantes 12,2%. Além de minguar o caixa dos estabelecimentos voltados para alimentação fora do lar, os empresários consideram que será inevitável repassar a conta mais cara para o freguês. 

Outro item que vem assustando é a gasolina. E vale lembrar que o aumento do valor dos combustíveis dificilmente se restringe ao que se gasta a mais na hora de abastecer o carro em um posto. Muitos outros produtos e serviços podem ser afetados por um reajuste no combustível, que é utilizado no transporte dos produtos. 

Um exemplo é o encarecimento dos alimentos, já que o reajuste da gasolina impacta em cheio o valor do frete. 
Uma das razões para tantos reajustes frequentes do gás e dos combustíveis está na nova política adotada pela Petrobras. Desde junho, a variação calculada pela estatal segue os preços internacionais e pode oscilar para cima ou para baixo, a exemplo das commodities como açúcar e minério. 

O curioso é que mesmo quando a Petrobras anuncia um reajuste para baixo a variação não aparece nas bombas. Nos postos,  o que se vê são aumentos. 

Segundo levantamento da Agência Nacional de Petróleo (ANP), o preço médio do litro da gasolina praticado em Minas já está na casa dos R$ 3,919. Já o valor máximo passa dos R$ 4,20. Também espanta o preço do gás. Pesquisa do site Mercado Mineiro mostra que o botijão de 13 quilos já custa entre R$ 55 e R$ 90 para consumidores da Grande BH que optam pela entrega do produto em casa. 

O acréscimo nos valores do gás de cozinha e dos combustíveis tem reflexo em toda a cadeia de abastecimento e penaliza todos os setores da sociedade, já combalidos pela crise.

A cesta básica, por exemplo, vai ter seu custo alterado. E pior ainda será para quem mora em estados mais distantes dos centros produtores, como as regiões Norte e Nordeste. 

 

 

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