Que BH repita a dose no Carnaval 2019

Editorial / 14/02/2018 - 06h00

E a maior festa popular do Brasil se vai, deixando no peito muita saudade e aquele gostinho de quero mais. Como diz a letra da música pernambucana: “ó quarta-feira ingrata, chega tão depressa, só pra contrariar”. Pois é, a despedida de Momo deixa aquela nostalgia dos dias nos quais todo mundo se permitiu ser feliz ao extremo, colocou fantasias, derrubou máscaras e viveu como se não houvesse amanhã.

Mas especialmente neste ano, o vazio parece ainda maior. Pelo menos para os belo-horizontinos e turistas do interior, de outros estados e até estrangeiros que elegeram a capital como “casa” nos últimos quatro dias.

Depois de uma maratona de 480 blocos e 550 desfiles que pintaram de cor e glitter todas as regiões de Belo Horizonte, de norte a sul, de leste a oeste, a sensação é a de que o espetáculo foi completo e ficará para sempre na memória. De acordo com a Belotur, os números oficiais devem ser divulgados só na próxima segunda-feira, mas a impressão é a de que a expectativa de 3,6 milhões de pessoas nas ruas da capital foi até ultrapassada.

Um dos precursores da volta da Festa de Momo a BH, o Baianas Ozadas arrastou uma verdadeira multidão pela avenida Afonso Pena. Com um exército de foliões, Chama o Síndico e Então Brilha fizeram a capital ficar pequena diante de tantas pessoas. Pena de Pavão de Krishna, Tchanzinho do Norte e Beiço do Wando botaram os blocos para cantar e dançar nas regiões do Barreiro, Venda Nova e Pampulha, mostrando em alto e bom som que a descentralização do Carnaval não apenas deu certo, como tende ficar cada vez maior.

Por aqui, o clima de adeus não deu espaço para a costumeira melancolia pós-festa. No geral, o sentimento é de sucesso absoluto. Para a Polícia Militar, apesar do atrito entre policiais e integrantes do bloco Filhos de Tcha Tcha, na segunda-feira, e da morte de um jovem esfaqueado no Centro, o balanço é que a violência perdeu a batalha para a paz, a alegria, os confetes e serpentinas.

No ritmo dos tambores e marchinhas, do jazz, axé, rock e sertanejo com suas versões carnavalescas, os foliões já fazem planos para 2019. Querem que no ano que vem BH repita a dose da bem sucedida folia. Que assim seja!

 

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