Que venha mais prevenção

Editorial / 05/05/2018 - 06h00


O Brasil lançou neste mês mais uma edição do Maio Amarelo, campanha internacional que chama a atenção para o grande número de mortos e feridos em acidentes de trânsito. No país, segundo dados do DataSUS, mais de 37,3 mil pessoas morrem todos os anos no trânsito das cidades e rodovias. Para dar uma dimensão do quanto esse número representa, no lançamento da campanha, o ministro das Cidades Alexandre Balby disse ser algo como se um avião de médio porte caísse todos os dias com 93 passageiros a bordo.

A campanha está na quinta edição e outras ações são realizadas no país, em níveis municipal, estadual e federal, para educação no trânsito, mas as estatísticas de mortos e feridos teimam em aumentar, mostrando que muito ainda precisa ser feito para que menos pessoas embarquem nestes “aviões da morte” nas estradas. Dados da Polícia Rodoviária Federal (PRF) apontam que todas as vias registraram, neste ano, aumento dos óbitos na comparação com o ano anterior.

 A corporação aponta o excesso de velocidade, as ultrapassagens indevidas, a combinação de álcool e direção, a falta de cinto de segurança e o uso de celular ao volante como principais causas de acidentes de trânsito no país. No entanto, outro fator merece atenção dos órgãos governamentais: a precariedade das nossas estradas, onde motoristas reclamam de sinalização, acostamentos e excesso de buracos.

Em Minas, as denúncias sobre má-conservação se concentram nas BRs-365, 262, 040, 116 e 381, as mais movimentadas. E são as cinco em questão que concentram, em 2017, 80% das mortes registradas em todas as estradas do Estado. Nesta semana, um acidente na 381, envolvendo cinco carros e uma carreta, tirou a vida de dois jornalistas e deixou feridos, gerando grande repercussão. Mais um triste sinal de alerta. Que o Maio Amarelo sirva para conscientizar sobre a necessidade de se investir mais na melhoria das estradas. E que traga também mais consciência para os motoristas.
 

 

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