Quem quer ser um milionário?

Editorial / 29/07/2017 - 06h00

O desejo de se tornar um milionário e mudar radicalmente de vida fez com que os belo-horizontinos lotassem as casas lotéricas ontem. Para hoje, a expectativa é de filas nos estabelecimentos. A corrida é pelo prêmio do concurso 1.953 – o maior deste ano – da Mega-Sena. Uma bolada que, segundo a Caixa, deve chegar à casa de R$ 105 milhões. 
Antes disso, em 26 de abril, o concurso 1.924 pagou para uma aposta de Jaciara, no Mato Grosso, a maior premiação de 2017 até então: R$ 101 milhões. 

Segundo os concessionários das lotéricas, prêmios acumulados animam os apostadores e incrementam o faturamento do negócio. Coisa que virou rotina neste ano. Já são 11 sorteios consecutivos sem um ganhador.

Se o vencedor aplicar o montante de R$ 105 milhões na poupança, o rendimento seria de R$ 580 mil por mês, o que corresponde a mais de R$ 19 mil por dia. Pelas contas da Caixa, o valor também seria suficiente para comprar 210 apartamentos de meio milhão de reais cada um ou 700 automóveis de luxo. 

Cifras tão altas saltam aos olhos e atraem os apostadores. Com a crise, a queda da renda do trabalhador e a escalada do desemprego, fazer uma fezinha tornou-se a última esperança para muita gente. Mesmo que falte dinheiro para tentar a sorte semanalmente, é difícil resistir à tentação quando o prêmio está acumulado.

Mas engana-se quem pensa que sonhar não custa nada. A probabilidade de ganhar na Mega-Sena varia conforme a quantidade de dezenas jogadas e do tipo de aposta feita. 

Segundo a Caixa, a chance de vitória de um apostador que pagar R$ 3,50 e fizer o jogo simples, de seis dezenas, é de apenas uma em 50 milhões. Um recurso muito usado é o bolão. O cartão com dez dezenas sai a R$ 735 e aumenta a probabilidade de vitória de um para 238 mil. 

O limite é o cartão com 15 dezenas, que expande a possibilidade de ganho de um para 10 mil. Mas aí o candidato a milionário terá que desembolsar nada mais, nada menos, do que R$ 17.500.
 

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