Reféns do ‘novo cangaço’

Editorial / 06/03/2018 - 06h00

Uma prática assustadora e perigosa, muito utilizada por criminosos no passado, volta à tona para terror e desespero de funcionários de instituições bancárias e parentes. Com o cerco fechado no combate às explosões cinematográficas de caixas eletrônicos nos últimos dois anos, principalmente em cidades do interior, os bandidos mudaram a estratégia e passaram a mirar o sequestro de gerentes e familiares para chegar até os cofres dos bancos. É o “novo cangaço” lançando mão do antigo “sapatinho”, porém, com um nível de profissionalização ainda maior. 

Segundo a polícia, os criminosos voltaram a praticar esses sequestros, muito usados no passado, há cerca de dois meses. No entanto, a ação foi incrementada com requintes de crueldade, com bombas sendo amarradas ao corpo das vítimas. Os fatos chamaram a atenção dos policiais e ligaram o alerta entre os agentes. 
Desde o início de 2018 quatro casos similares envolvendo o sequestro de bancários e parentes aconteceram em Minas. O primeiro foi em 11 de janeiro, em São Gonçalo do Pará, no Centro-Oeste. Poucos dias depois, bandidos fizeram o mesmo em Nova Serrana. Neste mês, foram duas ocorrências. Um dos casos foi em Esmeraldas, na RMBH. 

Outra ação que deixou moradores estarrecidos aconteceu na pequena Paineiras, quando os bandidos mantiveram a família de uma gerente do banco Sicoob Credioeste em cativeiro por 24 horas. Dentre os cinco sequestrados estavam o filho dela, de apenas dois anos de idade, o marido e mãe. A funcionária foi forçada a ir até a agência pegar o dinheiro envolvida com bombas pelo corpo. Como superar esse trauma e seguir adiante? 

Funcionários de bancos já não dormem tranquilos. Muitos já estão desistindo de trabalhar no ramo, segundo o sindicato da categoria. Que as forças de seguranças possam encontrar os culpados e inibir as ações de violência de tamanha maldade. 
 

 

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