Sem verde e amarelo nas ruas

Editorial / 10/05/2018 - 06h00


O mundo da bola já respira e transpira Copa do Mundo nos quatro cantos do planeta. Jogadores estão em plena preparação física, técnicos estão definindo ou repensando estratégias e listas de convocados, cartolas estão em polvorosa. Muitos torcedores, claro, seguem ansiosos à espera do apito inicial, e os patrocinadores seguem abrindo os bolsos. 

E por isso mesmo a Copa do Mundo, o maior evento esportivo de que se tem notícia, é sempre esperança de lucros para diversos setores da economia – da indústria de eletroeletrôni-cos, passando pelo comércio e o segmento de alimentação e entretenimento. 

Não por acaso, a expectativa da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) é de que o campeonato deste ano traga um crescimento de 50% para o setor. 

Em Belo Horizonte, estabelecimentos já começam a criar promoções e “combos” para torcedores acompanharem os jogos “em casa”. Se tomarmos como base o número de mineiros que compraram pacotes até agora para ver de perto o campeonato na Rússia, o movimento por aqui será dos grandes. De acordo Agência Brasileira de Viagens de Minas Gerais, apenas 100 mineiros irão conferir o campeonato na Rússia. Motivos? Economia em recuperação lenta, longa distância e ausência de voo direto.


Até mesmo motéis se movimentam para atrair clientela: o petisco é grátis para casais que assistirem à disputa nas suítes. 

Curiosamente, apesar dos preparativos da indústria e do varejo, vê-se pouco entusiasmo do brasileiro com relação ao evento até o momento. Em Copas anteriores, sobretudo em 2014, quando o Brasil foi sede dos jogos, ídolos da Seleção, horários de jogos e bastidores sobre os preparativos já faziam parte das conversas no trabalho, nas escolas e, sobretudo, nas mesas de bar. E olha que só falta um mês para o início da competição! Talvez, seja necessário oferecer mais que brinde e promoção para garantir o ânimo da turma. 
 

 

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