Vacinação ampliada para o bem coletivo

Editorial / 13/06/2018 - 06h00



A decisão do Ministério da Saúde de determinar a ampliação do prazo e dos públicos para receber doses da vacina contra a gripe, este ano, é mais que acertada. 

Faltando três dias para o fim da campanha – que já havia sido estendida, em razão da greve dos caminhoneiros – os baixos índices de cobertura são preocupantes.

Em Belo Horizonte, até ontem, somente 54,7% do universo pretendido inicialmente – que inclui crianças de até cinco anos, gestantes e mulheres que tenham tido filhos nos últimos 45 dias, professores, presos e adolescentes sob medidas socioeducativas, portadores de doenças crônicas e pessoas de mais de 60 anos – havia sido imunizado. 

Só no caso das gestantes e de crianças de seis meses a 5 anos, a cobertura na capital mineira chegava, desde 23 de abril, data de início da vacinação, a modestos 61% e 55%, respectivamente.

Muito pouco para efetivamente proteger a população dos perigos da gripe, que já vitimou quatro pessoas no Estado este ano.

Com a nova diretriz do Ministério, a campanha oficial de vacinação continua marcada para terminar na próxima sexta-feira, mas as doses disponíveis nos postos de saúde e em unidades do SUS, de forma gratuita, seguirão disponíveis por prazo indeterminado. 

E com a inclusão, no rol de vacináveis, de crianças de 5 a 9 anos e de qualquer cidadão de 50 a 59 anos.

Cabe, agora, às autoridades de Saúde, promover, uma ampla e nova campanha de conscientização destacando a relevância da imunização estendida para toda a sociedade. 

Mesmo que a proteção da vacina não tenha garantia de 100%, conforme asseguram especialistas, receber as doses contribui para que se reduzam impactos dos sintomas da gripe, hospitalizações e mortes em razão da doença. Sem falar em percentuais de absenteísmo no trabalho, gerando maiores ganhos e produtividade na economia. 


Também espera-se que as milhares de pessoas e responsáveis por parte do público alvo – no caso das crianças – , ainda não imunizado, garantam isso o mais rápido possível. Vacinar-se não é uma simples ação individual. Imunizar-se é agir individualmente, mas pensando no bem da coletividade. 
 

 

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