A angústia de quem irá se candidatar em 2018

Gabriel Azevedo / 12/03/2018 - 06h00

Mesmo à distância, pois não serei candidato nestas eleições, uma vez que pretendo cumprir meu mandato até o fim, como me comprometi na campanha, tenho acompanhado com interesse as preocupações e angústia de quem vai disputar uma cadeira no Legislativo em outubro. É um sofrimento que começou no dia 7, quando se abriu a janela de filiação partidária, e que só irá se encerrar em 7 de abril, quando esta janela se encerrar.

A maioria dos políticos que vai se submeter ao teste das urnas em outubro, tentando vaga na Câmara Federal, no Senado ou nas assembleias legislativas, espera ansiosamente o céu das articulações partidárias se firmar, para só então definir seu destino. E esta decisão não é fácil, pois envolve inúmeras variáveis. Em conversa com alguns vereadores de BH que serão candidatos, vejo como estão ansiosos.

Para uns, o fundamental é se filiar a um partido que tenha candidatura forte ao governo do Estado, pois entendem que a presença de um nome de peso nas eleições majoritárias pode ajudar na eleição de candidatos proporcionais. Ocorre que muitos políticos cotados para concorrer ao governo estadual só devem anunciar sua decisão em 6 de abril. Assim, quem espera esta definição para se filiar a uma determinada sigla tem muito pouco tempo para a escolha, pois em política nenhuma verdade dura mais de 24 horas. Um candidato às eleições majoritárias pode afirmar que vai disputar o pleito por determinado partido e, pouco depois, mudar de ideia.

Há também o caso de candidatos abrigados em partidos que não terão nomes próprios concorrendo ao governo do Estado e que apostam em parcerias com candidatos de outra instância política. Assim, quem vai concorrer a deputado estadual por determinada região do Estado costura apoio com um candidato a deputado federal. Eles se apoiam, participam juntos de reuniões e outros eventos com eleitores e tentam se fortalecer mutuamente. Entretanto, isso não pode ser suficiente para garantir a eleição.

Também é necessário o apoio dos prefeitos, lideranças fundamentais para a eleição de qualquer deputado estadual ou federal. A esta altura do calendário eleitoral, encontrar prefeitos livres, que ainda não tenham se compromissado a apoiar determinados candidatos a deputado estadual e deputado federal, é uma tarefa difícil e demorada. E ainda há os partidos e seus interesses, jogos de poder e exigências de todo tipo. Por tudo isso, não invejo quem vai disputar o pleito de 2018.

 

 

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