Arte e Educação, o poder da transformação

Irlan Melo / 05/03/2018 - 06h00

Ao entender como a arte consegue cativar e fixar a atenção, fico cada vez mais motivado e incentivo a todos a compreender o poder que há no uso das artes para educar e transmitir conhecimento. Essa ferramenta multitarefas possui em seu repertório a dança, teatro, música, artes visuais, dentre outras e todas se adequam e cabem nos ambientes de educação e ensino.

A arte é expressão e também cultura. A arte como expressão capacita o indivíduo a interpretar ideias através de diferentes linguagens e formas. Já a arte como cultura relembra o conhecimento da história, a trajetória de figuras públicas e a importância de cultos e tradições. Ao vivenciar a expressão, abrimos um leque de conhecimento acerca de nosso país e do mundo. Vale lembrar, que em culturas antigas, quando um povo era conquistado, a primeira coisa que se fazia era destruir todo o referencial cultural. Sem lembranças e sem expressão ficava mais fácil dominar. A verdade é que não se conhece um país, ou seu povo, sem conhecer a sua história e a sua arte.

O uso das artes colabora com a formação do pensamento, da imaginação, da percepção e da sensibilidade de uma criança. Elas  devem ser trabalhadas de forma integrada, favorecendo o desenvolvimento de suas capacidades criativas, de acordo com a faixa etária.

Ao trabalhar com as artes, envolvemos o aluno em um contexto social, onde ele amplia conhecimentos e se torna um cidadão do mundo, permitindo que crie ideias, invente, construa e quebre a barreira de uma nova língua. A arte cria uma linguagem universal e convida a todos a participar.

É  fundamental que os educadores e professores compreendam como se dá o processo de inserção da arte como ferramenta de educação em cada faixa etária, propiciando a cada aluno a oportunidade de crescer e desinibir, por meio de suas experiências artísticas de interpretação e expressão.

Hoje, um dos maiores desafios do nosso país é a educação de qualidade. Por isso, como vereador, desde os primeiros dias desse ano, época de férias na Câmara Municipal, me reuni com vários diretores de escolas da capital para entender as diversas realidades e captar as principais necessidades da educação de Belo Horizonte.

Ainda neste campo, estamos terminando o processo de organização de um telecentro comunitário no bairro Conjunto Betânia onde moradores, principalmente jovens e adolescentes, terão acesso à informação, cultura, artes e educação, além de vários cursos e palestras gratuitas.

Creio que a arte como ferramenta de educação é um meio e gera um potencial enorme como caminho para a transformação e humanização de uma sociedade melhor. #AcordaBH.

 

 

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