Bullying, tema nefasto e perigoso

Irlan Melo / 09/04/2018 - 06h00

A nossa Constituição traz em seu bojo o escopo precípuo de “assegurar o exercício dos direitos sociais e individuais, a liberdade, a segurança, o bem-estar, o desenvolvimento, a igualdade e a justiça como valores supremos de uma sociedade fraterna, pluralista e sem preconceitos, fundada na harmonia social” conforme infere-se do seu preâmbulo.

O termo bullying, palavra de origem inglesa, sem tradução para o português, tem como raiz a palavra bully, que significa brigão. O bullying corresponde a um conjunto de atitudes de violência física e/ou psicológica, de caráter intencional e repetitivo, praticado por um indivíduo ou grupo contra uma ou mais vítimas que se encontram impossibilitadas de se defender, causando dor e angustia na vitima numa relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas. 

Recentemente tenho recebido convites para palestrar em algumas escolas de BH. Me assustei ao olhar minha agenda, de cinco convites quatro eram para falar de bullying. Minha primeira palestra foi proferida em uma escola estadual da região oeste de BH para alunos de idades entre 12 a 16 anos. Na ocasião estavam presentes uma média de 120 alunos. O tema tem tomado uma proporção tão grande nas escolas, que foi sancionada uma lei para tratar do tema, a lei federal 13.185/15 que estabelece o programa de combate à intimidação sistemática.

O que causa incômodo é que, após dois anos e meio em vigor no país, a lei antibullying, que prevê uma série de ações para identificar e combater esse tipo de violência nas escolas, ainda não é realidade por falta de monitoramento e fiscalização. Dessa forma, toda a obrigação recai apenas sobre as escolas que podem até ser processadas pelos casos. 

O que fazer? Capacitar os professores? Fazer campanha de conscientização com os alunos? Oferecer ajuda com psicólogos? Orientar os pais?
Essas são perguntas a serem respondidas, uma vez que temos uma lei em vigor. Atualmente o bullying é e tem se tornado um problema crônico nas escolas e com consequências sérias tanto para as vítimas quanto para os agressores.

Da minha parte irei onde for chamado, para orientar e conversar com nossas crianças e jovens de BH, mostrando as consequências e estragos de que essa prática nefasta e perversa pode fazer na vida das pessoas que são acometidas por ela.
#Todoscontraobullying.
Pelo seu direito, pela justiça.

 

 

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