Disposição para o diálogo

Irlan Melo / 14/05/2018 - 06h00

 

Intolerância é uma atitude mental caracterizada pela falta de habilidade ou vontade em reconhecer e respeitar diferenças em crenças e opiniões. Num sentido político e social, intolerância é a ausência de disposição para aceitar pessoas com pontos de vista diferentes. 

Vivemos um momento conturbado em nosso país. Estamos longe de apaziguar as diferenças pela falta de disposição ao diálogo. Quando penso nisso, lembro-me nitidamente das “semanas de conciliação” do judiciário brasileiro, onde as partes têm a oportunidade de alcançar a pacificação por meio do acordo e harmonizar seus conflitos através da conversa, convergindo suas diferenças para a acomodação e resolução do problema. 
Mas será possível isso ocorrer em nosso país? 

O que tenho acompanhado nestes poucos mais de 15 (quinze) meses em que estou envolvido na política é que os políticos brasileiros têm pouca disposição para o diálogo. Pouca vontade de abrir mão de suas convicções ideológicas para trabalhar numa frente de Estado, de coisa pública, de interesse coletivo. Não é fácil a convivência. 

Quando há conciliação, não existem vencedores nem perdedores. São as partes que constroem a solução para os próprios problemas, tornando-se responsáveis pelos compromissos que assumem, resgatando, tanto quanto possível, a capacidade de relacionamento. 

Talvez seja o momento da mediação, que, diferentemente da conciliação, está voltada ao restabelecimento do diálogo entre as partes em conflito - onde a solução das diferenças é firmada pelas próprias partes sem a interferência de um mediador. Não creio que exista possibilidade do aparecimento de um mediador. Por isso, a mediação direta entre as partes conflitantes é tão necessária. 

Estou sempre disposto ao diálogo. Tenho conseguido muitas vitórias na vida pública por conta desta disposição. A lei que atrai hospitais foi um grande avanço, obtido com muito diálogo. A luta pela educação inclusiva é um árduo caminho de diálogo e respeito que tem que ser trilhada. 

A conversa para se manter as companhias da Polícia Militar de Minas Gerais, para criação de áreas de escape no Anel Rodoviário e os ônibus que a empresa que comanda o transito quer fundir passa por esta vontade de conversar francamente com todas as partes envolvidas. 

Agindo assim, sem me omitir, disposto ao diálogo, vamos seguindo sendo essa ponte para a solução dos conflitos e acreditando sempre na justiça social. #AcordaBH


 

 

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