Não sejamos árvores

Irlan Melo / 26/02/2018 - 06h00

Existe uma parábola das árvores que queriam um rei, contudo, todas as que eram tidas como boas candidatas para o cargo não quiseram renunciar de sua vida para reinar. E a única que abriu mão do que possuía para cuidar de tudo foi o espinheiro.

Hoje em dia observamos a mesma parábola na política. Muitos reclamam, apontam, mas não estão dispostos a arregaçar as mangas e assumir o ato de fazer algo em prol dos outros. Alguns imaginam que não podem se envolver com a política por ter pouco conhecimento e tempo, outros se julgam grandes “técnicos” apontando erros e falhas, mas sua observação é sempre omissa para com a vida pública.

A verdade é que como as árvores da parábola, todos querem um governante, um responsável, um “fazedor”, sem estar dispostos a contribuir o mínimo para a manutenção de sua calçada, de sua rua, do próprio bairro.

A política não é um fim, mas um meio, um instrumento em benefício de todos. Vivemos a política indiretamente na relação entre irmãos, amigos ou parentes. O próprio dicionário diz que política é a prática de organizar, dar direção e administrar grupos, em seus interesses internos e externos.

O próprio João Paulo II dizia: “a política é a melhor forma de fazer o bem ao próximo”. Já o Papa Francisco diz: “envolver-se na política é uma obrigação para o cristão. Nós cristãos não podemos nos fazer de Pilatos e simplesmente lavar as mãos”. Viver a política é exercitar a arte de governar e se relacionar com alguém, visando assim o bem comum. E esta arte é uma das maiores lições que devemos aprender.

Em 2018, não sou candidato, mas peço que se informe. E apesar do voto ser obrigatório, evite votar por votar ou anular seu voto. Entenda a força e o poder do voto. Como exemplo digo que, na capital, nosso prefeito se elegeu para o mandato em 2017 com 628.050 mil votos, enquanto as abstenções, votos brancos e nulos somaram 742.050 mil.

Este ano passaremos por grandes escolhas no legislativo e executivo, votaremos para deputado estadual, deputado federal, senador, governador e presidente. E sua contribuição, bem como sua capacidade de discernir é fundamental para que possamos escolher pessoas mais bem preparadas, visando um futuro melhor.

Como na parábola da árvore, escolha uma com raízes fortes e profundas, elas são poucas, mas existem. Evite apenas se omitir ou ter como representante um “espinheiro”. A minha, a sua, a nossa maior arma é o voto! Faça valer sua voz através da escolha consciente nas urnas. O seu futuro, os de seus filhos e netos agradecem. #AcordaBH.

 

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