Portas abertas à acessibilidade

Irlan Melo / 07/05/2018 - 06h00

Para avançar em qualquer área de atuação é necessário sair da “zona de conforto”. É preciso buscar renovar comportamentos para inovar ações, ir um pouco além, experimentar, reformular. “A mente que se abre a uma nova ideia, jamais volta ao seu tamanho original”, já dizia Einstein. Novas ideias são sempre bem-vindas, porém, não basta esperá-las, é necessário buscá-las.

Antes de ser vereador, já fazia parte da Comissão de Defesa dos Direitos das Pessoas com Deficiência da OAB-MG e, como advogado, sempre tive como prática pesquisar novas leis e jurisdições para defender os direitos dos cidadãos e das pessoas com deficiência. Agora, como parlamentar, além dos estudos e das inovações legislativas que tenho proposto ao segmento, juntamente com a sociedade, estamos construindo o Estatuto Municipal da Pessoa com Deficiência. Esta ação propõe novas ideias e iniciativas de políticas públicas, com o objetivo de apresentar reformulações e avanços ao Poder Executivo, buscando aplicação eficaz em nossa cidade.

Neste sentido, fui a Florianópolis (SC) para conhecer de perto os projetos da Prefeitura e da Câmara dos Vereadores voltados para a Inclusão, em especial o projeto “Porta a Porta”. O programa consiste em garantir o direito de ir e vir às PCDs, numa parceria entre a Prefeitura e a Associação Florianopolitana de Deficientes Físicos (Aflodef). A Prefeitura de lá inova ao subsidiar vans acessíveis para fazer o transporte de pessoas com deficiência em situação de vulnerabilidade e sem condições de usar o transporte coletivo. Com isso, as pessoas que utilizam o serviço passam a ter também um meio de transporte que permite mais acesso a escola, trabalho, lazer, saúde e turismo, podendo assim se deslocar pela cidade de forma adequada. Na visão de seu fundador: retirar essas vidas da prisão domiciliar em que viviam.

Na oportunidade troquei experiências com outros parlamentares que trabalham por avanços na área da inclusão na cidade, como por exemplo, o vereador “Gabrielzinho”, uma referência no segmento. Além disso, participamos de um evento realizado pelo Comitê Paraolímpico sobre esportes e educação inclusiva.
A implementação e aplicação de projetos inovadores não é uma tarefa fácil, em Florianópolis foram 12 anos de luta até o início do “Porta a Porta”. Já entreguei o estudo deste projeto ao Poder Executivo. Agora o nosso trabalho é difundir a ideia, juntamente com a sociedade, para inovar e conquistar a cada dia um avanço a mais em nossa BH. Não quero ficar com os olhos voltados apenas para nossa realidade, busco cada vez mais iniciativas de outros lugares que deram certo e lutarei com todas as minhas energias para que sejam implementadas por aqui. #AcordaBH 


*Escrito em parceria com Filipe Batista


 

 

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