É Ford demais

José Roberto Lima / 22/07/2017 - 06h00

No próximo dia 30, comemora-se mais um aniversário de Henry Ford, mecânico e industrial estadunidense, nascido em Wayne County, Michigan, em 30 de julho de 1863.  Entre 1888 e 1889, com 26 anos de idade, ele já era chefe dos mecânicos da Edison Illuminating Company, fundada em 1882 por outro gênio, inventor da lâmpada elétrica, do gramofone e outras 1.031 patentes: Thomas Edison. 

Nas horas vagas ele planejava, peça por peça, um automóvel. Assim, em 1893, houve dois eventos marcantes na vida dele: o nascimento do filho Edsel Bryant Ford e a conclusão do primeiro automóvel.

Como acionista minoritário da Detroit Automobile, viu-se impedido de testar suas ideias de produção em larga escala, popularizando as - então chamadas - “carruagens sem animais”. Para executá-las ele fundou a Ford Motor Company em 1903.

E em que consistiam essas ideias? Em resumo, ele propôs a divisão do trabalho, de modo que cada operário fizesse uma parte do automóvel. E, em vez de cada um deles ir até a unidade que estava sendo construída, esta é que ia até eles, por meio da linha de montagem.

Essa reorganização do trabalho resultou num rendimento fenomenal na produtividade. Em poucos minutos, mais um automóvel saía da fabrica em condições de ser adquirido.

É claro que surgiram críticas a esta forma de produção, que segue presente na nossa modernidade. Fala-se, por exemplo, em alienação do trabalho, já que o operário, por construir uma parte tão específica,  não teria noção do produto como um todo.

Mas não se pode negar que a divisão do trabalho e a linha de montagem incrementam a produtividade. E os estudos também devem ser assim. Então, divida o seu tempo entre os conteúdos que você deve estudar. Monte sua “linha de montagem” para que os livros, sites, cadernos de anotações de apostilas estejam ao alcance das suas mãos. O seu “produto final” será um salto gigantesco na aprendizagem. Bons estudos.

 

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