Final do filme

José Roberto Lima / 09/05/2018 - 20h35

Numa conhecida metrópole do Norte de Minas, a equipe concluiu as diligências sobre tráfico de mulheres. Para comemorar, foram a um bar para uma típica cena de “final do filme”, quando os heróis brindam o sucesso contra os criminosos. Os três, um homem e duas mulheres, estavam desarmados, pois o momento era de descontração. Logo correu a notícia de que eles eram policiais. Então, um fazendeiro trouxe à mesa três capangas, desses com físico de “armário embutido”.

Sem saber que um dos policiais era mulher, o fazendeiro ofereceu-lhe boa quantia para seduzir os “tiras” e descobrir o que estavam fazendo na cidade. Eles foram avisados pela parceira e um deles viveu o seu momento de James Bond. <TB>O felizardo foi o mesmo que chamou o fazendeiro ao fundo do bar e iniciou:
– Todos nesta cidade estão nos recebendo mal. Agora você se aproxima gentilmente da nossa mesa, mas nos recebe pior ainda. Está bem: amanhã, por volta de meio-dia, procure-me à porta da delegacia e te darei acesso aos relatórios que nos trazem aqui. Não marco mais cedo porque estou com “um esquema” com aquela gostosona ali (e ele acreditou...).

E concluiu: 
– Agora tira os seus rapazes da nossa mesa. Com a saída dos capangas, a equipe sumiu. O cheque dado à “Police Woman” foi descontado... na fogueira. O fazendeiro... deve estar esperando até hoje à porta da delegacia. Na manhã seguinte, o trio recebeu o telefonema de agradecimento de um pai por rever a filha, que fora libertada de um bordel pela Polícia. A equipe apressou-se no almoço para encerrar a missão, quando um sujeito de dois metros de altura, com os braços de Sylvester Stallone, aproximou-se: 

– Quero falá cum us home da Puliça.

– Pois não, nós somos da Polícia. Agora diga quem é você e quem te enviou aqui - disse o chefe, ao mesmo tempo em o visitante percebeu uma arma encostada no joelho. 

– Que isso, moço! Num fais isso não! Eu sô o pai da moça que vocês libertaram. Eu só vim trazê um queijo pro cêis.

(*)Advogado, professor da Faculdade Promove, mestre em Educação, delegado federal aposentado e autor de “Como Passei em 15 Concursos”.

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