Muito obrigado, cachorro!

José Roberto Lima / 21/10/2017 - 06h00

 

“O cão é o melhor amigo do homem”. Esta frase tem uma dimensão universal. Em Inglês: “Dog is de best friend of the man”. Em Francês: “Le chien est le meilleur ami de l’homme”. Em Espanhol: “El perro es el mejor amigo del hombre”. <TB>Todos nós conhecemos, ou vivenciamos, uma história de afeição com os cães. Na França existe uma estátua em homenagem a um cão da raça São Bernardo que ajudara a salvar uma criança perdida na neve. Na minha família temos muitas histórias da Catucha, do Dingo, da Princesa, da Mel e, mais recentemente, do Wolly e do Nino.

O que explica essa nossa afeição pelos cães? Existe uma teoria da arqueologia, segundo a qual a nossa amizade com os cães foi decisiva na luta contra o Homem de Neanderthal, bem como na nossa evolução.

Os cães se aproximavam dos acampamentos Neanderthal e eram enxotados. Eles não percebiam as vantagens de tomar emprestados o olfato e a audição caninos. Afinal, além de serem mais robustos que nossos ancestrais, farejavam e ouviam a quilômetros de distância.

Já o Homo sapiens valorizava a presença dos cães. Então, além de tomar emprestado o olfato e a audição, passamos a contar com o instinto de guardião deles. Isso propiciou-nos melhores condições de segurança. E passamos a alongar a infância das novas gerações. Com efeito, nenhuma outra espécie tem uma infância tão longa quanto à nossa.

Desse modo, desde os tempos das cavernas até os dias atuais, nossas crianças têm a necessária tranquilidade para pensar sobre o mundo a nosso redor. Desse modo, é bastante provável que a roda e ferramentas em geral, tenham sido desenvolvidas com a efetiva colaboração de crianças e jovens.

Na modernidade, temos o fenômeno da Informática. Parece que as crianças já nascem com um “ship” na cabeça, tal é a facilidade com que aprendem a operar um computador ou celular. Não é por acaso que os desenvolvedores de programas, na sua imensa maioria, são jovens. Exemplo: Bill Gates, fundador da Microsoft, tornou-se milionário com duas décadas de vida. 

E pensar que tudo isso começou com a nossa amizade com os cães, desde os tempos primitivos. E, ainda hoje, usamos o olfato canino na fiscalização policial, usamos seu instinto de guardião para nos proteger. 

Mas o que é mesmo marcante na nossa relação com os cães é o afeto. E é isso que nos propicia renovar a alegria e as energias para seguirmos na luta. Isso inclui a luta nos estudos. Então, leitor ou leitora, dirija agora a palavra a seu cão preferido e diga-lhe: Muito obrigado, cachorro. 

 

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