Namorar é perder tempo?

José Roberto Lima / 10/06/2017 - 06h00

José Roberto Lima*

Na maioria dos países, o “Valentine’s Day” é comemorado em 14 de fevereiro. No Brasil a comemoração dos namorados é em 12 de Junho, véspera da data dedicada pela Igreja Católica a “Santo Antônio” que, em suas pregações, destacava a importância do amor, ganhando a fama de “santo casamenteiro”.

E eis que o leitor ou a leitora está firme na preparação para um concurso. E aí, até seguindo as minhas reflexões de que concurso é uma guerra, desenvolveu a disciplina, a abnegação e a persistência de um soldado. E o namorado ou a namorada, ao chamar para um passeio especial, recebe esta decepcionante resposta: “Hoje eu não posso. Tenho que estudar. Não posso perder tempo”.

Bem, se você acha que namorar é perder tempo, o que você vai perder mesmo é a namorada ou o namorado. Afinal, até os guerreiros têm momentos de descontração, de lazer e, obviamente, de namoro.

As boas relações afetivas são importantíssimas em qualquer batalha. Afinal, que motivação terá um guerreiro (ou uma guerreira) se, ao voltar para casa, não tiver uma pessoa amada para abraçar? Como os estudos renderão se, ao ser aprovado, não haverá diferença na vida de ninguém?

Quem se esquece de desenvolver a afeição acaba se esquecendo do que estudou. E os sonhos de sucesso e triunfo perdem o sentido. Então, eu desejo a todos os leitores e a todas as leitoras que fechem um pouco as apostilas e façam as trocas de presentes, acompanhadas de ótimas declarações de amor. 

Neste dia dedicado aos namorados, demonstre afeto à pessoa que você ama e que te faz feliz. Faça um passeio, beije... permita-se receber beijos... e dê aquilo que é uma estrada de duas mãos (ou melhor, de quatro mãos): os abraços.
Não tenha a menor dúvida ao escolher os melhores caminhos para o seu afeto. Namorar não é perda de tempo. E quanto mais apaixonante for a relação, maiores serão as chances de rendimento nos estudos... de sucesso na vida... de ser, afinal, feliz.

(*) Advogado, professor da Faculdade Promove, mestre em Educação, delegado federal aposentado e autor de “Como Passei em 15 Concursos”. 

 

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