O caminho difícil do autodidata

José Roberto Lima / 09/09/2017 - 06h00

Duas perguntas me fazem frequentemente. A primeira delas: “Professor, o senhor estuda muito?” 

- Não, eu nunca estudei muito. Mas sempre estudei com qualidade. Isso pressupõe estudar um pouco, mas todos os dias, com a paciência de colher resultados depois vários meses. 

A outra pergunta que me fazem é se os estudos por apostilas e livros são o bastante, ou se seria melhor a opção por uma escola preparatória. Para responder a esta pergunta, façamos uma reflexão sobre as vantagens da escola preparatória.
Para começar, a sala de aula é o espaço privilegiado da audição, esse sentido uma pouco esquecido ultimamente, mas que é importantíssimo no processo de memorização. Estima-se que, ao longo da vida, gravamos apenas 3% do que vemos. Já daquilo que ouvimos gravamos 50% durante três dias. Se ouvirmos e fizermos anotações, saltamos para 90% de memorização, mas também por três dias. Se ouvirmos, fizermos anotações e revisarmos os conteúdos no prazo de três dias, gravamos 70% para o resto da vida.

Além disso, é importantíssimo contar com a ajuda dos professores. Eles podem esclarecer suas dúvidas de imediato. Enquanto isso, aquele candidato que estuda como autodidata pesquisará o mesmo assunto durante várias semanas.
Modernamente, as videoaulas cumprem muito bem a tarefa de ensinar. Então, se tiver autodisciplina, essa opção apresenta até vantagens em relação às aulas tradicionais. Exemplos: 1) Você organiza os seus próprios horários; 2) Você acessa os conteúdos de onde estiver; 3) Você interage com os professores e com os seus colegas online.

O certo é que o caminho do autodidata é pouco produtivo. Em geral, ele até gosta de estudar. E justamente por gostar de estudar, acaba divagando em vários temas. E, assim, ele perde o foco em torno do que deve ser estudado para o concurso no qual se inscreveu. 

Então, leitor ou leitora, faça a opção pela escola preparatória, seja ela presencial ou à distância. E bons sonhos.

 

 

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