Da existência dos Mestres

Manoel Hygino / 05/09/2017 - 06h00

Uma verdadeira corrente: Maria Lúcia enviou o conteúdo para Ives Melo, que o repassou a Fernando Guedes de Mello e, através deste, tomei conhecimento. Algo muito interessante numa época em que geralmente se dá pouca atenção a coisas sérias.

É o caso da existência ou não de Jesus, Cristo, comparável a outros personagens, possivelmente míticos, como Krisma, hindu, e Hórus, egípcio. De todo modo, o que se sabe é que eles trouxeram grandes transformações à humanidade, ao homem e à vida. 

Há indagações preciosas e indesviáveis. Assim, conviria repetir a pergunta de Maria Lúcia: “Se muitos vieram provar que o Jesus dos cristãos não existiu, como poderão provar a real existência de Buda e Chrisna? Há certidões em papel ou pedra comprovando?”. Explica: “Entendo que estes seres chamados de Mestres não deixaram provas materiais para que a humanidade não os adorasse em matéria, mas sim em espírito”.

O que está fora de dúvida é que Jesus e sua doutrina tiveram um grande poder de transcendentais mudanças. Na sua época (na hipótese de sua existência), a população era extremamente cruel. Tanto que os judeus como os romanos apedrejavam, sacrificavam sem piedade. Idosos, inválidos e doentes eram jogados fora das cidades para morrer à míngua. Mas, depois do advento do Cristianismo puro (não o Catolicismo), houve modificações entre os homens. Nas chamadas Casas do Caminho havia amparo para todos os excluídos”. 

A pergunta é insistente: Pode-se provar que Jesus não existiu? Pode-se provar que existiu? Em verdade, há o Jesus histórico e, pessoalmente, não tenho dúvidas a respeito, tanto já li a respeito. Há, ademais, provas ou evidências claras, embora em tempo de Lava Jato ainda se ponha dúvida em ambas por motivos inconfessáveis:

Jesus não existiu, mas... Ensinou a humildade, dizendo que a mão esquerda não precisa saber o que faz a direita. Não existiu, mas ensinou que a caridade ou amor é superior ao conhecimento e à hierarquia, e que, fora da verdade, não há salvação. Não existiu, mas trouxe seres iluminados como Francisco de Assis, Teresa de Calcutá, Antônio de Pádua, o Cura d’Ars e muitos outros como seguidores bondosos de suas lições. 

É interessante convir com Fernando Guedes de que é sábio observar que se dá muito mais importância a fatos ligados a Jesus do que à prática dos seus ensinamentos, que, por sinal, estão muito próximos aos de outros Mestres. 

Compare-se a “Parábola do Filho Pródigo” (Lucas 15:11) com o descrito, bem mais antigo e hindu, presente no “Oravitti Marga” e “Nibritti Marga”. Ou, ainda, com a “Parábola das Três Carroças” e a “Parábola do homem rico e seu filho (Sutra, do Lotus, da tradição budista)”. 

Para Maria Lúcia: Jesus foi “um mito que curava, ensinava, exemplificava, fazia prodígios e era humilde. Valorizava o Senhor de Todo Universo e não a si mesmo. Nunca dizia ser um Deus e que seu reino não era deste mundo. Não criou religião, não criou templos, altares, dogmas, imagens e nem sacerdotes. Não cobrava dízimos e não se enriqueceu. Aliás, não veio criar uma religião”. 

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