Das letras em Minas

Manoel Hygino / 28/11/2017 - 12h44

A convite da escritora Maria José de Queiroz, ocupante da cadeira 40 da Academia Mineira de Letras, a presidente da entidade, Elizabeth Rennó, comparecerá à sessão do Real Gabinete Português de Leitura, em 1º de dezembro, no Rio de Janeiro. A visita se fará ao ensejo da publicação e lançamento dos “Arquivos Literários”, obra com que Elizabeth nos introduz, “em letra impressa, nos estudos e anotações de vida inteira de dedicação às letras”.

Uma homenagem legítima e oportuna, manifestação de apreço aos membros da Academia, “nossos parceiros de leitura, visto que, além de tê-la, hoje, como presidente, podem orgulhar-se de pertencer à mesma Academia que teve, “um Heli Menegale, um Mário Casassanta e um Eduardo Frieiro, este por excelência o “amigo dos livros”, de quem tive o privilégio, “excusez du peu”, de ser aluna, ...” escreveu a profª Maria José, que reside no Rio de Janeiro.

O programa no RGPL conta com organização de Ana Cristina Comandulli, do Real Gabinete, e de Lyslei Nascimento, da UFMG, de quem se exibirá o documentário “Artesã da palavra”, seguida de mesa-redonda com Maria Lúcia Barbosa, André Souza Pinto, Késia Oliveira e Felipe Meneses, os quatro da Universidade Federal de Minas Gerais.

Quem não puder deslocar-se ao Rio de Janeiro, no dia e hora estabelecidos, para a sempre cordial reunião, na rua Luís de Camões, 30, com temas tão importantes como os estabelecidos, saberá que Elizabeth Rennó lançou, neste penúltimo mês do ano, o seu “Arquivos Literários”, com o qual acrescenta um novo título à sua já excelente bibliografia.

A autora oferece, uma espécie de guia de bons escritores, que relaciona e nos propõe a leitura, com seu valioso comentário crítico. Lá se encontram Iná Brasílio de Siqueira, Maria da Conceição Elói, Carmen Schneider Guimarães, Mercês Maria Moreira, Natércia Silva Villefort Costa, Maria Laura Cony, Alice Spíndola, Maria Auxiliadora Duarte, Ângela Togeiro, Afonso Arinos de melo Franco, Aníbal Albuquerque, José Afrânio Moreira Duarte, Nívia Nohmi, Maria da Glória Vargas, Marina de Lourdes Barbosa, Adelina Maria Noronha, Conceição Parreiras Abrita, Thereza Costa Val, Helena Paulini, Lívia Paulini, Lucília Cândida Sobrinho, Antônio Alves Bacelar, Cely Vilhena Falabella, Joel Braz de Oliveira Marques, Magda Lúcia Rodrigues, Yeda Prates Bernis, Maria Andrada, José Mauro Aguilar Rennó, Francisco das Chagas, Oswaldo Abrita e Vivaldi Moreira.

Com especialização em Literatura Brasileira pela Faculdade de Letras da Universidade Federal de Minas, com e os títulos que ostenta sua rica biografia, ninguém melhor que Elizabeth Rennó para manifestar-se sobre o que se publica em Minas Gerais, o que é muito e muito significativa.  Deste modo, o “Arquivos Literários” chega em boa hora, ultrapassando até o pretendido, que era apenas registrar através de impressões “a essência lírica que sobressaiu do que foi lido, deixando as marcas da experiência individual prosaica ou romântica, angustiante ou prazerosa usufruída no cotidiano do pensamento”.

Encontra-se, dentre outros méritos, no novo livro da presidente da AML, que “interessante é observar a multiplicidade das interpretações e conceitos expressa pela palavra de autores”, não apenas os que assinam os títulos. Em verdade, no percorrer da leitura das observações da autora de Carmo de Minas, encontram-se escritores cuja presença nas letras, na cultura e no pensamento mineiros, se inscreve como patrimônio da gente deste estado, embora nem sempre, e injustamente,b lembrados ou referenciados no desalinhado cotidiano que vivemos.

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