Um Instituto Histórico no Sertão

Manoel Hygino / 30/08/2017 - 06h00

A exemplo do Instituto Histórico e Geográfico de Minas Gerais (IHGMC), fundado pelo grande governador João Pinheiro, Montes Claros tem o seu congênere. O Instituto Histórico e Geográfico de Montes Claros foi fundado em 27 de dezembro de 2006, presidido hoje por Lázaro Francisco Sena, e objetiva “pesquisar, interpretar e divulgar fatos históricos, geográficos, etnográficos, arqueológicos, genealógicos e suas ciências e técnicas auxiliares, assim como fomentar a cultura, a defesa e a conservação do patrimônio histórico, artístico, cultural e ambiental do município de Montes Claros e região Norte de Minas”.

Integrado por figuras da mais alta expressão nos meios intelectuais, culturais e literários de um vasto espaço geográfico do estado, o IHGMC mantém uma revista, semestral, editada religiosamente, se adequado o advérbio, o que é raro no país com relação a seus órgãos oficiais. 

O volume mais recente, o XVIII, correspondente ao segundo semestre deste ano, é rico em colaboração preciosa, de que participa excelentemente o elenco feminino, no que a cidade é rica. Talento não falta. Na edição, estão Clarice Sarmento, Dário Teixeira Cotrim, Dóris Araújo, Felicidade Patrocínio, Ivana Ferrante Rabello, Juvenal Caldeira Durães, Leonardo Álvares da Silva Campos, Manoel Messias de Oliveira, Mara Yanmar Narciso, Maria Inês Silveira Campos, Marilene Veloso Tófolo, Roberto Carlos Morais Santiago, Téo Azevedo, Virgínia de Abreu e Paula, Wanderlino Arruda, Daniel Oliva T. de Lélis e Zoráide Guerra David, além de Honorato Ribeiro dos Santos, Maria das Graças Patrocínio Oliveira e José Prates. 

O temário, atraente, é desenvolvido com competência pelos articulistas, que se dedicam efetivamente à cultura dos valores de um privilegiado espaço do Brasil sertanejo, tão bem focalizado, aliás, pela professora Ivana Ferrante Rabello, ao discorrer sobre “Cordéis, Cordelistas e Mineiridades”.

“Conhecer a própria história cultural, investigando os seus processos de construção, a sua origem e o seu desenvolvimento é pressuposto essencial para se entender e aceitar a identidade e a cultura do outro. Conhecer-se é o primeiro passo rumo à valorização das tradições de um povo e de sua preservação”. Cumpre-se assim, a rigor, a finalidade do Instituto e da Revista.

Assinalo, esperando não ser cansativo, que o presente número da publicação rende homenagem justa a personalidade da vida montes-clarense e norte-mineira, não mais entre nós, fisicamente: João Botelho Neto, cônego Aderbal Murta, Reivaldo Silva, Olynto da Silveira, Necésio de Morais, Reginauro Silva, Fernanda Ramos, Ajax Tolentino, Marta Sayago, Luiz Carlos Novaes, Ruth Tupinambá Graça, Haroldo Lívio, Yvonne de Oliveira Silveira, José Carlos Valle de Lima e José Geraldo de Freitas Drummond, médico, professor ex-reitor da Unimontes e ex-presidente da Fapemig, a que serviu com desvelo e entusiasmo.

A bela edição é, portanto, motivo de alegria, mas não deixa de identificar entre os articulistas Felicidade Patrocínio, que focaliza o modesto labor deste escrevinhador. 

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