Desestatização

Mateus Simões / 07/05/2018 - 06h00

“Não existe dinheiro público, existe apenas o dinheiro do pagador de impostos”, Margaret Thatcher.

Essa é uma das frases de que tento me lembrar continuamente enquanto atuo politicamente. Não é possível criar benefícios, não há sentido em se estabelecer grandes programas públicos, não há possibilidade de sustentar gigantescas estruturas estatais, senão pelo sacrifício do indivíduo, pagador de impostos.

É por isso que sou, essencialmente, um defensor da redução do tamanho do Estado, que deveria se concentrar em saúde, educação e segurança, além de organizar a melhor forma de se prover infraestrutura. E praticamente mais nada, pois a cada nova iniciativa - que, de início pode parecer positiva e bem-intencionada - o que temos é o alargamento do sacrifício individual, sem nenhuma contrapartida que o justifique.

Todas as nossas estatais serviram, ao longo dos últimos anos ou décadas, para qual fim senão a promoção dos interesses políticos de uns poucos, alimentando os maiores esquemas de corrupção da história da humanidade?

Quem é capaz de me apontar um único serviço público que seja, no Brasil, em nosso tempo, prestado pelo poder público melhor do que seria, ao mesmo custo, pela iniciativa privada?

Nosso governo - como de resto, qualquer governo - não é capaz de gerar mais bem-estar aumentando sua atuação. Mas ao contrário: ao assim agir ele, que nada produz, sequestra cada vez mais dinheiro de quem trabalha e produz.

Se sou a favor de privatizações? Vou mais longe. Sou a favor de um profundo processo de desestatização:
“Privatizar empresas obsoletas como Prodabel e simplesmente fechar outras que não se justificam, como BHTrans, que deveria ter suas funções absorvidas pela própria prefeitura;

“Vender bens (móveis e imóveis) que não servem para absolutamente nenhum propósito, como dezenas de prédios e terrenos da PBH injustificavelmente acumulados ao longo de anos, sem qualquer sentido estratégico;

“Conceder a particulares a exploração de serviços públicos hoje mal prestados pelo poder público, como por exemplo a gestão e manutenção predial de repartições, hospitais e escolas (como aliás já se experimentou com retumbante sucesso no caso das Umeis em BH).

E que se perceba bem: não são movimentos para arrecadar recursos com a venda, ainda que eles sejam bem-vindos para um caixa destruído pela irresponsabilidade das últimas administrações em BH. Mas uma forma de diminuir os custos gerais da administração pública e, ao mesmo tempo, garantir a prestação de melhores serviços, promovendo, ainda, o foco no que, repito, deveria ser o centro e exclusiva atenção da atuação governamental: saúde, educação e segurança.




 

 

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