A prefeitura não atende meus pedidos

Professor Wendel / 09/04/2018 - 06h00

Em novembro do ano passado, votei contra um substitutivo ao Projeto de Lei 378/17 que propunha a alteração de benefícios concedidos aos professores, como quinquênios, férias- prêmio e outros. Mais uma vez mantive o meu compromisso de estar sempre ao lado dos professores. A Prefeitura queria que o substitutivo fosse rejeitado e, para isso, mobilizou a chamada base de governo, que, por ser maioria na Câmara, aprovou o substitutivo, retirando assim alguns direitos dos professores. Eu e mais 14 vereadores votamos contrários ao desejo do Executivo. E quem não vota com a Prefeitura passa a ser considerado oposição e, portanto, o tratamento passa a ser diferenciado. Isso ficou evidente logo a seguir. A votação aconteceu no dia 20 de novembro, por volta das 13 horas, e às 17 horas chegaram vários e-mails em meu gabinete, cancelando todos os pedidos de audiências nos órgãos da Prefeitura.

A partir daí, todos os ofícios que envio com pedidos das comunidades não são nem respondidos. Por isso, muitas pessoas questionam por que os pedidos, por exemplo, de capina, recapeamento, limpeza de praças e outros enviados por vários vereadores são atendidos e as solicitações do meu mandato sequer recebem uma resposta. Assim, resolvi escrever este artigo para que as pessoas entendam o que está acontecendo.

Desde a campanha para meu primeiro mandato, coloquei como meta ser um interlocutor entre as comunidades e o poder público. Também sou um homem de diálogo e sempre aberto a conversar, negociar. Mas pelo que tem ocorrido, a Prefeitura realmente não quer dialogar comigo. As relações pioraram mais neste ano, porque assinei a CPI para abrir a “caixa- preta” da BHTrans. Acontece que a Prefeitura tem mobilizado sua base para impedir a investigação independente no Legislativo, que é aquilo que a população realmente quer, e a CPI está “emperrada”. Pelo visto pode não acontecer.

Fico muito desapontado e frustrado com esta situação, porque um vereador constitucionalmente deve representar, legislar e fiscalizar. Ao votar em favor dos professores, de assinar uma CPI que a população anseia, estou exercendo as atribuições de representar e fiscalizar. Sou professor e luto pela valorização da classe, portanto votar contra a categoria é incoerência política. Assinar uma CPI que a população de BH quer é cumprir compromisso assumido de trabalhar pelo interesse coletivo do povo. Isto foi comprometido no juramento de posse: “... promover o bem geral do povo belo-horizontino e exercer meu mandato sob a inspiração do interesse público….”

Sou professor e luto pela valorização da classe, portanto votar contra a categoria é incoerência política.

 

 

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