As praças e os parques são do povo

Professor Wendel / 31/07/2017 - 06h00

Julho, mês de férias, tempo em que as famílias, procuram diversão para ocupar o tempo dos filhos. Embora, a Câmara funcione normalmente, pois com meu voto e apoio acabamos com as férias de julho, também tive que procurar diversão para minha filha. Assim, nos tempos livres, decidi levá-la para conhecer e brincar em algumas praças e parques e aproveitei para ver como estão estes espaços públicos em nossa cidade. 

Após visitar vários, decidi trabalhar pela revitalização destes locais. As crianças merecem e toda população em geral. Afinal, desde a antiga Grécia, estes espaços existem e foram criados com objetivo de serem locais de trocas, de cerimônias, de sociabilidade e sobretudo de prática da democracia. Denominados de Ágoras, nestes espaços públicos aconteciam os principais debates e votações para decidir sobre o funcionamento das cidades.

Ao longo da história, estes espaços públicos foram se transformando e assumindo diferentes tipos, mas guardaram suas funções sociais, econômicas e políticas. Assim como a rua, as praças e parques são como uma extensão do lar em diversas comunidades, observadas e vivenciadas por meio de atividades cotidianas, como as brincadeiras infantis, passeios, exercícios físicos, encontros de vizinhos, ou sazonais, como as festas tradicionais, eventos culturais, de protestos e outros. A rua é um lugar de circulação e a praça um espaço intencional do encontro, da permanência, dos acontecimentos, de práticas sociais, esportivas, de lazer, de manifestações da vida urbana e comunitária.

Este caráter multiuso dos locais públicos é que os tornaram espaços de referência em todo o mundo. Assim como a rua, as praças e os parques funcionam muitas vezes como uma extensão do lar, um marco zero das cidades, dos bairros. Assim, devido à importância destes locais, sabemos que projetos para revitalização de praças e parques são ações importantes também para garantir uma maior segurança. A revitalização e ocupação pelas comunidades contribuem para a redução dos níveis de criminalidade nos locais. Vejam os exemplos das cidades de Bogotá e Medellín, que reduziram os índices de criminalidade por meio da recuperação de espaços públicos. 

Acreditamos que os projetos de revitalização de praças e parques são ações notáveis para as transformações que todos nós almejamos, com ambientes públicos saudáveis, apropriados à utilização pela população, materializando na prática os versos de Castro Alves, segundo os quais “a praça é do povo”.

 

 

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