Belo Horizonte mais humanizada

Professor Wendel / 11/12/2017 - 06h00

Amanhã, 12 de dezembro, Belo Horizonte completa 120 anos e sua história demonstra que nasceu para ser uma cidade geometricamente planejada. O primeiro planejamento aconteceu ainda nos tempos coloniais, quando começou a ser cogitada a mudança da sede do governo, então localizada em Ouro Preto. Em 1883, esta decisão foi finalmente tomada, quando o obscuro Arraial do Curral Del Rey foi escolhido para sediar a nova capital do Estado de Minas Gerais. 

Em 1894, Aarão Reis, engenheiro Chefe da Comissão Construtora iniciava a construção da nova capital que, inaugurada em 12 de dezembro de 1897 pelo presidente Chrispim Jacques Bias Fortes, com o nome de Cidade de Minas, passaria a chamar-se, quatro anos mais tarde, Belo Horizonte. E foi a primeira cidade brasileira moderna planejada. Elementos chaves do seu traçado original incluem uma malha perpendicular de ruas, cortadas por avenidas em diagonal, quarteirões de dimensões regulares, visadas privilegiadas, e uma avenida em torno de seu perímetro, a Avenida do Contorno. Outro aspecto interessante do projeto original é a abundância de parques e praças, e um grande parque na sua área central.


Com o passar dos anos este planejamento foi ultrapassado, suas áreas verdes bem reduzidas, ganhou um trânsito caótico e muitos outros problemas. Mas é uma cidade que eu amo, pois aqui nasci e vivo. Por isso, sonho com uma Belo Horizonte mais humanizada. 

De acordo com o relatório “Perspectivas da Urbanização Mundial”, elaborado pela Organização das Nações Unidas – ONU, 54% da população mundial vive em áreas urbanas. Tal fato faz com que muitos desafios ambientais tenham que ser administrados por gestores públicos, pelo mundo corporativo, por organizações sociais e pela própria população. O manejo adequado do lixo, a geração de energia por fontes não poluidoras, melhorias no transporte público e incentivo ao transporte alternativo, a redução da poluição do ar e das águas, a garantia da segurança hídrica, dentre outros, precisam ser gerenciados adequadamente.

Para alcançarmos estas metas é preciso uma união de forças do poder público e das comunidades. A cidade ideal é uma construção coletiva. O poder público precisa criar leis e realizar obras para humanizar as cidades e as comunidades devem cuidar mais do espaço público, com ações que vão desde evitar jogar lixo na rua, atrapalhar o trânsito e outros atos. A cidade humanizada pode deixar de ser sonho para se tornar realidade. Vamos juntos lutar por uma Belo Horizonte mais humanizada. 

 

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