Coleta seletiva solidária: Trabalho e renda

Professor Wendel / 29/01/2018 - 06h00

Um dos temas relevantes deste século é a preservação do meio ambiente e a coleta seletiva é uma das ações importantes nesta área. Aqui em Belo Horizonte, temos oito associações/cooperativas de catadores integrantes do Fórum Municipal Lixo e Cidadania.

Neste artigo, vamos falar sobre o trabalho de uma delas, a CooperSolLeste, situada no bairro Granja de Freitas e que desde 2015, realiza um projeto pioneiro denominado Coleta Seletiva Solidária, no bairro Floresta. Esta é realizada porta a porta pelos catadores da Cooperativa e assim une dois aspectos importantes: sócio/ambiental, porque gera renda mensal para várias pessoas.

Apoio este projeto desde o início e meu propósito é lutar para que ele se estenda por toda Belo Horizonte. Idealizado pelo Movimento Nacional de Catadores, aqui em Belo Horizonte, o projeto foi concebido de maneira coletiva pela CooperSolLeste, a UFMG, SLU e o Insea - Instituto Nenuque de Desenvolvimento Sustentável. Ele tem ajudado a mudar a vida de dezenas de famílias em situação de vulnerabilidade social, gerando renda.

Além disso, o projeto que antes era realizado por empresa, custava três vezes mais caro do que a realizada por catadores. Uma boa economia para os cofres públicos e renda para muitas pessoas carentes. Também este tipo de coleta elimina o uso de levs, recipientes que os moradores tem que levar os reciclados até o local, mas que acabava virando um verdadeiro depósito de lixo, porque muita gente levava outros tipos de rejeitos, que muitas vezes eram remexidos e virava aquela mistura de reciclado com orgânico.

Vilma da Silva Stevan, presidente da CooperSolLeste, conta que o Projeto agora também se estendeu para o bairro Santa Tereza, sob a denominação de “Lixo Zero” e foi produzido pelo Insea - Instituto Nenuque de Desenvolvimento Sustentável. A coleta seletiva solidária tem recolhido 15 toneladas de reciclados por mês no bairro Floresta e 7 no bairro Santa Tereza, sendo que neste local ainda está em fase experimental.

A CooperSolLete recebe ainda 150 toneladas da coleta realizada pela Prefeitura. Esta produção, segundo Vilma, tem proporcionado a centenas de famílias renda e consequentemente, uma vida digna. Além de coletar o material, os catadores estão tendo a oportunidade de ter contato direto com a população, podendo realizar a mobilização desta em prol da coleta seletiva e assim melhorar a qualidade do material coletado. Uma boa oportunidade para a educação ambiental em relação ao lixo. Um trabalho que merece todo nosso reconhecimento.

 

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Comentários