Exposições agropecuárias: a força do campo na vitrine da economia brasileira

Raquel Muniz / 24/07/2017 - 06h00

 

É valiosa a participação do agronegócio na balança comercial brasileira. O setor foi decisivo para amenizar a crise econômica que enfrentamos e fazer com que o país se tornasse um dos maiores provedores mundiais de alimentos. Segundo dados da Secretaria de Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, entre 1990 e 2015, a agropecuária brasileira contribuiu com US$ 942 bilhões para que a balança comercial tivesse um saldo sempre positivo nesse período.

O setor não está incólume às incertezas econômicas atuais e às instabilidades climáticas que temos no Brasil. No entanto, deve-se destacar que ele tem sido, por anos, a salvação da economia brasileira.

Estamos falando de um setor emblemático que, em 2016, faturou só com as exportações US$ 49,572 bilhões, o que representou um crescimento de 10,7%. Nos demais setores da economia houve queda de 10,3%.

Nesse contexto hegemônico, desponta como protagonista o segmento de exposições e feiras agropecuárias, na busca da ampliação de novos horizontes e novas oportunidades de negócios. Mais do que o aspecto histórico-cultural, esses empreendimentos funcionam como uma espécie de vitrine do empreendedorismo rural e mostram o que o Estado tem de melhor tanto para o mercado interno quanto para o internacional. Somado a isso, esses eventos movimentam a economia de diferentes regiões do Estado, proporcionam lazer e diversão para toda a população.

Um exemplo de sucesso ocorreu na nossa querida Montes Claros. A exposição agropecuária do município, já em sua 43ª edição, é considerada uma das maiores do Estado de Minas Gerais e movimentou cerca de R$ 380 milhões. A feira aconteceu entre o período de 30 de junho a 09 de julho e teve leilões de bovinos e equinos, julgamentos de raças, concursos de marchas, torneio leiteiro, palestras, seminários, campeonatos, feira da agricultura familiar, mostra da agroindústria, shows musicais, entre outras atividades incríveis.

Só para se ter ideia da grandiosidade daquele evento, durante os dez dias de exposição, cerca de 360 mil pessoas visitaram o local, e aproximadamente dez mil animais vendidos. Nas dependências do parque foram montados setenta estandes para venda de produtos e serviços, como máquinas, implementos agrícolas, roupas e móveis para o lar e alimentação.

Várias outras exposições ocorreram no primeiro semestre deste ano no nosso estado. No mês passado, por exemplo, o governo de Minas Gerais realizou a 57ª Exposição Estadual Agropecuária, no Parque de Exposições da Gameleira, em Belo Horizonte. O evento recebeu cerca de 66 mil pessoas, contingente 20% maior que os 55 mil visitantes do ano passado, e realizou três leilões que, juntos, venderam oitenta e um lotes dos cavalos manga-larga marchador, pampa, jumento pêga e pônei, que gerou uma arrecadação de R$ 975 mil, ou seja, um aumento de 11% ante os R$ 874 mil, registrados em 2016.

Portanto, as exposições e feiras agropecuárias são importantes ferramentas para alavancar as economias locais e, consequentemente, a do Brasil, além de divulgar o já consolidado agronegócio mineiro.

São nesses ambientes que temos a oportunidade de difundir as inovações tecnológicas para o segmento, fortalecer a integração entre os produtores rurais, viabilizar o acesso ao crédito e promover a geração de importantes negócios que, direta ou indiretamente, dinamizam as economias dos municípios.

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