Reconhecimento da vocação empresarial do município mineiro de Salinas

Raquel Muniz / 23/10/2017 - 06h01

O empreendedorismo é fator preponderante para o desenvolvimento de qualquer economia. Criar novas oportunidades, ousar e propor novos rumos são estratégias já testadas por aqueles que desejam alcançar novos patamares socioeconômicos. Além desse conceito, o ato de empreender representa a geração de mais postos de trabalho e uma melhor distribuição de renda. Desse modo, a iniciativa de muitos profissionais inovadores se torna responsável por uma economia mais pujante.

Todavia, empreender não significa apenas abrir um negócio capaz de proporcionar lucro. Na realidade, para atingir um resultado satisfatório, o empreendedor tem que ser competitivo, dinâmico e comprometido com o seu negócio, a fim de garantir seu espaço no mercado.

Consciente dessa responsabilidade, foi exatamente o que fez o município de Salinas-MG. Fomentou sua vocação rural e incentivou, há décadas, que os fazendeiros da região começassem a produzir determinados produtos cuja matéria-prima tinha em abundância em suas propriedades. Foi aí que o município ficou conhecido nacional e internacionalmente pela qualidade do requeijão e da carne de sol que produzia, pela expressiva produção agropecuária – com, por exemplo, a produção de cana-de-açúcar –, pelo folclore e pelas tradições culturais diversas.

Além disso, embora haja outras importantes atrações na cidade, como as festas juninas, a corrida e caminhada de Salinas, as jazidas minerais e o artesanato, o Festival Mundial da Cachaça é uma referência fundamental que reforça a identidade empreendedora local. Para se ter ideia, neste ano, o festival chegou em sua 16ª edição e contribui para a divulgação e o fortalecimento da imagem da cachaça mineira, que atrai milhares de pessoas ávidas por conhecer e degustar as produzidas em Salinas.

Como se não bastasse, o evento oferece oportunidades para produtores e compradores. Na programação, diversos eventos como palestras para a cadeia produtiva da cachaça, roteiros turísticos e encontros de negócios.

Os produtores rurais da época – e os de hoje também – perceberam que o clima e o solo da região eram favoráveis à produção da reconhecida e boa cachaça mineira. Atualmente, esse nicho de mercado é uma importante atividade econômica do município, mas também tem sido adotada como elemento de identificação para a estruturação turística. Ou seja, o município não se limita a ser um grande produtor, mas inseriu essa atividade no seio de sua vida cultural. Não é por acaso que a qualidade e o sabor desse produto, tipicamente mineiro, se tornaram referência mundial.

Diante da visível repercussão do sucesso da cachaça produzida em Salinas, resolvi elaborar o Projeto de Lei nº 8468/17, que confere ao município de Salinas o título de Capital Nacional da Cachaça. A ligação cultural da cidade com o produto é tanta que ali foi instalado, em 2012, o Museu da Cachaça, no antigo aeroporto da cidade. São oito salas, com um grande acervo de garrafas e um moinho montados a partir de temas como sociedade do açúcar, engenhos antigos e atuais, plantação, colheita e moagem da cana e história da cachaça em Salinas.

A nossa convicção é de que, com a concessão do título de Capital Nacional da Cachaça a Salinas, certamente vai melhorar ainda mais a divulgação da qualidade do produto e o consequente aumento de sua produção e das vendas. Tal fato atrairá, sem dúvida alguma, mais investimentos e turistas, que impulsionarão a economia e o fortalecerão a atividade na região.

Por isso, continuaremos defendendo e criando oportunidades para que os municípios mineiros tenham cada vez mais condições de progredir. Minas Gerais e o nosso povo merecem.

 

 

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