Setembro amarelo: um alerta a favor da vida

Raquel Muniz / 11/09/2017 - 06h00

Creio que dentre as diversas maneiras de se conquistar a felicidade, a prática da solidariedade e a valorização da simplicidade estão entre as principais.
Muitas vezes ocupamos nosso tempo com situações irrelevantes e acabamos nos esquecendo do real sentido da vida: a paz, a alegria e o amor ao próximo. Parece que vivemos uma overdose de informações e compromissos todos os dias, sobretudo nos grandes centros urbanos, onde quase tudo é feito às pressas. E para ontem.

Não raras vezes, a frustração, o desânimo e a decepção surgem como consequência dessa dinâmica toda, e um grupo enorme de pessoas, levado pelo desespero, dá cabo à sua própria vida. Cometem suicídio e não matam apenas os seus sonhos, mas também o de suas famílias.

A Associação Internacional de Prevenção do Suicídio criou, em 2014, a campanha Setembro Amarelo e estabeleceu o dia 10 de setembro como o Dia Mundial da Prevenção do Suicídio. A meta é diminuir em 10% a taxa mundial até 2020. A criação da campanha pode ser uma estratégia importantíssima para conscientizar milhões de pessoas sobre essa realidade e suas formas de prevenção.

Aqui no Brasil, a iniciativa foi protagonizada pelo Centro de Valorização da Vida – CVV, Conselho Federal de Medicina - CFM e Associação Brasileira de Psiquiatria - ABP. O CVV tem uma expertise no tema há muito tempo. Desde 1962, a instituição atua gratuitamente nessa temática. É considerada uma das principais mobilizadoras do Setembro Amarelo e conta com o apoio da Associação Brasileira de Estudos e Prevenção do Suicídio e de outros órgãos internacionais que atuam na causa.

Em 2015, por exemplo, vários monumentos brasileiros foram iluminados de amarelo para chamar a atenção da população, como foi o caso do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro; do Congresso Nacional e da ponte Juscelino Kubitschek, em Brasília; do estádio Beira Rio, em Porto Alegre; da Catedral e do Paço Municipal de Fortaleza/CE; da Ponte Anita Garibaldi, em Laguna; e do Palácio Campo das Princesas, em Recife. Também foram feitas ações de rua, como caminhadas, passeios ciclísticos e orientações em locais públicos em várias cidades.

Atualmente, o suicídio é considerado um caso de saúde pública. Pelos números oficiais, são 32 brasileiros mortos diariamente, taxa superior às vítimas da AIDS e da maioria dos tipos de cânceres. Esse, sem dúvida alguma, tem sido um mal silencioso que afeta milhares de lares. As pessoas fogem do assunto e, por medo ou desconhecimento, não veem os sinais de que uma pessoa próxima está com ideias suicidas.

Segundo a OMS, nove em cada dez casos poderiam ser evitados. Uma maneira muito simples de reduzir essa estatística estaria na possibilidade de as pessoas interagirem mais e abandonarem práticas cotidianas que favoreçam a solidão e a autossuficiência. Se você estiver com algum desses sintomas, não hesite. Procure ajuda!
Viver de bem com a vida é uma escolha e totalmente possível.
Compartilhe, comunique-se, seja solidário e faça acontecer!

 

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