Como se adquire resiliência psicológica

Simone Demolinari / 11/01/2018 - 06h00

Resiliência é um termo usado na física para definir a capacidade de um material em voltar ao seu estado normal, sem deformação, depois de ter sofrido forte tensão. A psicologia herdou o termo e hoje usa-se “resiliência psicológica” para descrever o indivíduo com capacidade de retornar ao seu estado psíquico original, mesmo após passar situações de dor e sofrimento emocional.

Para alcançar a resiliência, é preciso desenvolver algumas características:
- Boa sintonia: o pensamento são ondas que podem nos conectar a algo bom ou ruim. Geralmente pensamos de forma desgovernada e tendemos a volta-lo, com mais intensidade, para emoções negativas como: preocupação, raiva, ansiedade. Cabe a nós, alterarmos a sintonia do pensamento. Uma boa comparação é um rádio - se a estação conectada não estiver tocando uma musica agradável, podemos mudar para outra sintonia melhor. Pessoas resilientes, sempre mudam a sintonia dos seus pensamentos para algo positivo.
- Otimismo: os otimistas sempre pensam que as coisas boas superam as ruins. São dotados de positividade alicerçado em fortes valores internos. Conseguem ver a oportunidade na dificuldade. São positivos e confiantes no futuro, mesmo quando inseridos num cenário desfavorável.
- Saber se defender: lutar em prol de si é uma característica fundamental para adquirir segurança. Indivíduos que sabem se defender são mais resilientes pois não são omissos, enfrentam o problema e carregam consigo a sensação de ter lutado a seu favor.
- Cultivar amizades e relacionamentos saudáveis: o ambiente em que vivemos afeta diretamente as nossas emoções e a forma que nos comportamos. Jim Rohn, palestrante motivacional, é também o autor da famosa frase: “você é a média das cincos pessoas que convive”. A afirmação, embora sem comprovação científica, é amplamente aceita como verdadeira. Como se manter forte convivendo com pessoas críticas, negativas, traiçoeiras? Mantar relacionamentos saudáveis é fundamental para a resiliência. Bons amigos fazem toda diferença, sobretudo em recomeços.
- Não ser vitimista: convém diferenciar: vítima é aquele indivíduo cuja fraqueza foi explorada; vitimista é aquele que, por conveniência, estagna no sofrimento e na reclamação. Pessoas resilientes, podem até ser vítimas, contudo, jamais se tornam vitimistas para justificar sua infelicidade. Viram o jogo e são mestres em “transformar o limão em limonada”.
- Aprender com os erros: não é fácil aprender com os erros, na maioria das vezes reincidimos nele. Porém, saber tirar proveito do aprendizado é fundamental para a resiliência. O filósofo Sartre nos traz uma boa reflexão: “O que você fez com o que te fizeram?”.

Desenvolver essas competências não é fácil, mas é possível. É importante ter em mente que a resiliência está ligada ao processo de aprendizagem e treinamento. Portanto, todos nós estamos aptos a adquiri-la.

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