Como se comportam as pessoas de boa autoestima

Simone Demolinari / 31/08/2017 - 13h46

Muito se fala em autoestima, porém muitas pessoas não sabem de fato o que ela significa. Autoestima é um juízo de valor que cada um faz a seu respeito. Uma boa autoestima ocorre quando me sinto satisfeito com minhas condutas, atitudes, posturas e quando vivo de acordo com meu código interno de valores em todos os cenários da vida– trabalho, família, amigos e amor.


Uma autoestima alta não tem a ver com bens materiais, status ou beleza –isso está relacionado com a vaidade, ou seja, algo externo. A vaidade é “para fora”, enquanto a autoestima é “para dentro”, algo que ocorre no silencio da minha intimidade e sem máscara. 


Alguns comportamentos que definem pessoas com boa autoestima:

  • Não permanecem por muito tempo em situações de abuso ou exploração. Quando sentem que o ambiente é desfavorável, dão logo um jeito de mudar para outra condição. 
  • O julgamento alheio não interfere em suas decisões. São confiantes e dão ouvidos à voz interior independente do que os outros irão pensar. 
  • Não sentem vergonha de si. Lidam bem com suas fraquezas e tentam esconde-las atrás de personagens, fingindo ser quem não são. 
  • Tem atitudes construtivas através de bons hábitos: comem bem, praticam atividade física, cuidam da saúde, dormem bem, se livram dos vícios, ampliam as fontes de prazer. Já a autoestima baixa busca o prazer através de atitudes autodestrutivas. 
  • Não tem medo de tomar decisão. A autoestima alta é um combustível para uma postura resolutiva e confiante. 
  • Não se autoafirmam. Quem se sente bem consigo não reverbera suas qualidades aos quatro cantos. Isso é atitude típica de pessoas inseguras, que precisam através da fala, afirmar aquilo que nem elas próprias acreditam. 
  • São justos consigo. A boa autoestima não deixa o indivíduo ser nem modesto, nem arrogantes. A modéstia é uma condição de inferiorização, já a arrogância, de supervalorização –uma outra face da mesma moeda.
  • Não sentem grande medo do abandono. Não querer ser abandonado é prerrogativa de praticamente todos nós, contudo, isso se acentua em pessoas de baixa autoestima. Estas, tem praticamente pavor do abandono. Já aquelas com autoestima alta, sentem receio de serem abandonadas também, mas, por terem um bom juízo de valor a seu respeito, lidam melhor com esse sentimento. 
  • Não se vitimizam. Ao invés de ficarem estagnados reclamando da má sorte, vão atrás de novas oportunidades e viram o jogo. Não lamentam, agem. 
  • Conseguem dizer “não” sem dificuldade. Não se violentam fazendo algo o que não querem por vergonha de negar. A dificuldade em falar “não”, deriva do fato de querer ficar bem com todo mundo. Ao passo que pessoas com autoestima alta, são igualmente justas, tanto com o outro, quanto consigo. 

E aí, como anda sua autoestima?

 

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