Por que as pessoas traem?

Simone Demolinari / 20/04/2017 - 06h00
Os motivos que levam as pessoas a traírem é algo intrigante e até tema de estudos. Há estudos que apontam a existência de aspectos primários na propensão à traição. Um deles seria o gênero – homens traem mais por sentirem maior apetite sexual fruto da produção acentuada de testosterona. 
 
Além disso, as mulheres, até poucas décadas atrás, não tinham um método contraceptivo seguro. A pílula anticoncepcional tem em torno de 50 anos, com isso, a traição apresentava um grande risco de gravidez. 
 
Atualmente muitas coisas evoluíram, porém, os motivos mantêm uma mesma base: 
1 – Tempo de relacionamento; 
2 – Traço de personalidade; 
3 – Baixo freio moral;
4 – Falta de coragem para separar. 
 
1 – Quanto mais longa a relação mais sujeita à crise e ao esfriamento do desejo. O tempo, a rotina e a chegada de filhos pode afastar os parceiros fazendo com que um ou os dois negligenciem a relação. O sexo esfria, o romantismo diminui, as diferenças aumentam e a soma desses fatores, abre uma brecha para a traição. 
 
2 – O traço de personalidade também pesa muito. Homens “mulherengos” se entediam com mais facilidade, com isso estão sempre em busca de aventuras amorosas. Traem em busca de prazer, de novidade, por vaidade e de toda a adrenalina que envolve a conquista. Estão sempre envolvidos num caso extraconjugal, mas, não têm nenhum interesse em desfazer o casamento. Ao contrário, quanto mais traem, mais bons maridos se tornam – uma espécie de compensação às avessas. Mas isso não acontece só com os homens. Mulheres sedutoras são a versão feminina dos homens “mulherengos” e também traem pelas mesmas motivações. Fazem o mesmo que eles, porém costumam ser mais habilidosas na arte de esconder. 
 
3 – A ausência de freio moral é um fator relevante na infidelidade. Há pessoas que por mais que desejam trair, não conseguem realizar. Sentem-se impedidas pela própria consciência – alto freio moral. Já outros, traem sem que isso esbarre em nenhum obstáculo. Não sentem nenhum remorso ou culpa. Encaram a traição como algo natural e sentem até um certo orgulho por serem assim – baixo freio moral. 
 
4 – A falta de coragem para separar é um grande problema. Aqui estão os parceiros que não se amam mais, mas permanecem juntos por algum motivo, os principais são: medo de ficarem sozinhos, medo de serem mal vistos pela família do outro, medo de se arrependerem, medo de perder as regalias financeiras. Casais que permanecem unidos pelo medo, estão sempre vulneráveis à traição. Nesse caso, uma relação extraconjugal costuma dar um fôlego na relação principal, fazendo com que este triângulo se arraste por anos. Alguns, quando se apaixonam para valer, criam coragem e se separarem para ficar com a(o) amante, contudo, as chances dessa segunda relação dar certo é muito pequena.
 
Fazer uma reflexão madura e sincera dos motivos que o levaram a trair é necessário, mas, antes disso, é bom lembrar que, nos dias de hoje, a tolerância à traição é cada vez menor, a maioria termina em divórcio. 
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