Tipos de abuso no relacionamento

Simone Demolinari / 13/04/2017 - 06h00
Quando falamos em relacionamento abusivo, é comum vincularmos este abuso a violência física. Contudo, a questão vai mais além. Um relacionamento abusivo pode ser dividido em 5 tipos de violência:
– Violência física: onde ocorre a agressão através de empurrões, chutes, socos e golpes corporais de maneira geral.
– Violência moral: é aquela que inclui calúnia, difamação e outras mentiras com intuito de destruir a reputação do outro.
– Violência contra o patrimônio e econômica: este tipo de abuso ocorre quando há um controle do dinheiro do(a) parceiro(a); destruição de objetos, ocultação de bens e patrimônio ou também quando se cria um impedimento para que o outro não trabalhe fazendo com que este crie uma dependência financeira direta.
– Violência sexual: ocorre quando a relação sexual é conseguida através da força física ou de chantagens; quando o(a) parceiro(a) exige do outro práticas sexuais que não o agradam; quando se negam a usar preservativos, ou quando vincula o ato sexual a algum benefício. 
– Violência psicológica: acontece quando há insulto, injúria ou humilhação sejam eles evidentes ou velados. Frieza, isolamento, ameaças ou atitude suspeita a fim de despertar ciúme ou insegurança no outro.
 
Sair de um relacionamento abusivo não é tão fácil quanto se pensa. São anos investidos e sonhos idealizados, às vezes filhos, e sobretudo a esperança de que algo irá mudar. Quebrar toda essa arquitetura mental, erguida por anos, não é simples. Somado a isso, há o fato de o relacionamento abusivo adoecer também a vítima, tornando-a codependente daquela situação.
 
Permanecer nessa condição por muito tempo faz com que a vítima se acostume com a violência, percebendo como banal, algo que, aos olhos de outrem, é inadmissível. Além da autoestima, a vítima também perde sensibilidade para o absurdo.
 
Algumas características da vítima de relacionamento abusivo:
– Generosidade excessiva;
– Obsessiva e obstinada;
– Necessidade de ser útil;
– Tolerância exagerada com o erro alheio;
– Permissiva;
– Tomadas por sentimento de culpa fazendo com que se sinta egoísta caso abandone o agressor;
– Vive da esperança de que o outro irá mudar e se sente responsável pela promoção dessa mudança;
– Está, na maioria das vezes, infeliz e sofre muito, porém não consegue agir em prol de si mesma;
– Se sente usada e negligenciada, mas ainda assim não desiste daquela relação.
 
Quem vive essa realidade costuma olhar para si e não entender o porquê de estar presa a essa situação completamente aviltante. Neste caso vale lembrar da “síndrome do sapo fervido”: “O Sapo quando é colocado numa panela com água quente não suporta aquela temperatura, salta imediatamente conseguindo sobreviver. Entretanto, quando o mesmo sapo é colocado numa panela com água fria e, gradualmente, essa água vai aquecendo, ele não percebe o calor. Fica parado e quieto. Morre, depois de algum tempo, inchado e feliz”.
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