Em tempos chuvosos, todo cuidado é pouco

Sobre Rodas / 09/12/2017 - 06h00

Não é preciso ser motorista experiente para entender que muita coisa muda ao volante durante o período chuvoso. Por outro lado, o que se vê por aí nas ruas e estradas é a prova de que muita gente ainda não dirige como deveria, o que acaba pondo em risco não só o próprio condutor, como os veículos no entorno. 

Se com tempo seco e condições normais é fundamental ser previsível nas manobras e seguir não só o Código de Trânsito Brasileiro (CTB), mas também aqueles macetes e cuidados que não estão em nenhum livro (embora devam fazer parte do nosso repertório), com piso molhado e visibilidade reduzida a importância redobra.

Mais do que nunca, é hora de controlar o estado dos pneus – devem ter sulcos de pelo menos 1,6 centímetro de altura sem expor o TWI, um indicador de desgaste que, quando aparece, mostra a hora certa de trocar. Outro aspecto muito negligenciado por motoristas e motociclistas é o perfeito funcionamento das luzes. Em meio a um temporal, um farol, lanterna ou seta pode ser a única referência para quem segue nas proximidades. 

Um erro gravíssimo, aliás, é o da turma que, bastou escurecer o tempo, aciona o pisca-alerta na tentativa justamente de aparecer mais. Se o amigo leitor não sabe, trata-se de dispositivo de emergência que só deve ser usado quando o carro está parado em posição perigosa. Quando o assunto é o farol de neblina, aí entra a lei: seu uso é previsto apenas para os momentos em que faz jus ao nome; ou seja, sob névoa e visibilidade limitada.

Que as distâncias de frenagem devem ser maiores é quase desnecessário dizer, embora tenha gente que insista em desafiar as leis da física, ajudado talvez pelo ABS e outros dispositivos eletrônicos cada vez mais presentes. Lembre-se que de nada adianta você imobilizar o veículo com segurança se acaba surpreendendo que vem em seguida. E um período crítico é o que vem imediatamente após o começo da chuva, quando se forma no asfalto uma espuma branca que nada mais é do que o óleo que estava impregnado no piso e acaba ‘lavado’. Se um alagamento apareceu pelo caminho, atravesse apenas se a água não passar a metade da roda de um carro que vai à frente. Sempre com a primeira marcha e rotações mais baixas e velocidade constante, para diminuir o risco do calço hidráulico, a entrada de água no motor.

Mas uma dica que se mostra especialmente relevante nos últimos dias é apurar o olhar e a atenção. Como assim? Ocorre que as chuvas constantes têm provocado estragos nos remendos asfálticos normalmente vagabundos feitos na tentativa de tapar os buracos (alô prefeituras...). Que voltam a aparecer, algumas vezes se transformam quase em crateras e podem destruir pneus, rodas e danificar seriamente as suspensões. Na dúvida, melhor optar pela cautela, já que a conta pode ser salgada...

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