Libertadores ainda que tardia- Capítulo 1

Thiago Pereira / 10/11/2017 - 06h09
Cruzeiro Libertadores

Vamos pular o confronto contra o Flamengo, na quarta-feira (merecedora de pódio nas piores atuações do Cruzeiro em 2017) e pensar em algo melhor para escrever? Vamos sim. Mas...o que exatamente? O que sobrou para a China Azul ainda este ano?

Começar a sonhar com a Libertadores, uai! Esta é a atual grande obsessão celeste, certo? 

O que me faz lembrar que sou de uma geração absolutamente esquisita em termos de hierarquia de títulos. Já nasci campeão da Libertadores, sem dúvidas o título mais importante do planeta, e estava no Mineirão quando a segunda taça veio, naquela noite mágica de Elivélton. Copa do Brasil, então, chegava a ser um clichê, de tantas que comemorei neste período.

Guardo um carinho especial pela Supercopa, por ser uma ótima oportunidade de assistir o Cruzeiro jogar contra míticos times sul-americanos. Já os estaduais possuem uma galeria toda especial, com destaque para as molduras de Cruzeiro x Vila Nova e aquele duplo cinco a zero contra vocês-sabem-quem. 

A grande ausência da minha geração, durante muito tempo, foi o Campeonato Brasileiro. Sentimos o cheirinho em 1998, mas por aquelas coisas do sobrenatural, um tal de Dinei, nota de rodapé total diante daquele excelente escrete corintiano, resolveu fazer graça. Nãome esqueço também das semifinais de 2000, mas aí era a picaretíssima Copa João Havelange (tente relembrar como essa merda funcionou na página do Wikipedia e desista em um minuto) onde Romário mostrou porque é o maior e incomparável de sua geração dentro no Mineirão.

Lavei a alma em 2003. Chorei baldes depois daquele jogo contra o Paysandu que confirmou o título, tinha nego achando que eu estava passando mal, que eu ia ter um troço. Como foi bom soltar aquele grito, como é sensacional rever, como aconteceu um dia desses lá em casa, a quantidade de coisas que me remetem a este título: faixinha de campeão, pôsteres, os ingressos de praticamente todos os jogos no Mineirão daquele torneio. Guardo o ingresso deste jogo até hoje, tipo imã de geladeira. Talvez seja o título que mais desejei ganhar, e ainda chegou como coroação final de uma temporada inigualável.

Hoje, a obsessão tem outro nome: o tri da Libertadores da América. Uma doença que adquiri em 15 de julho de 2009, a até hoje não me curei. Que venha a vacina logo: 2018 está logo ali.

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