Libertadores ainda que tardia- Egídeus

Thiago Pereira / 04/05/2018 - 12h23

Está lá, basta uma pesquisa simples no Google (‘origem do nome’ + ‘Egídio’): significa “égide”, “protetor” ou “o que defende”. Com origem no nome latim Aegidius, de aegis, aegidis, tem raiz no grego aigís, aigídos, que quer dizer literalmente “égide”, o mesmo que “proteção”. De acordo com a mitologia grega, Égide era o escudo de Zeus (o deus dos deuses). 

Ou seja, antes que me acusem, a partir do título desta coluna, de herético ou coisa que o valha, eu estou vestido com as roupas e as armas da Santa Internet, da Santa Informação. O deus que protege o deus dos deuses, é deus também. Ora bolas!
E a velocidade memética dos dias que correm não me deixa mentir: qualquer rede social hoje estará povoada de louvações, imagens, frases ou qualquer outra referência que faça jus à esta divindade celeste chamada Egídio. Se te falarem de fake news sobre nossa preocupação dele ser vendido após a Copa da Rússia, ignore. 

Amém guerreiro! 

Basta fazer as contas que descobriremos que o lateral esquerdo, homem trabalhador, símbolo máximo de redenção, só não fez gol e chover quarta no Rio de Janeiro. Quando, futuramente, se construirem os altares para nosso camisa 6, estará gravado em pedra: “Foi o deus que garantiu a classificação do Cruzeiro para a fase seguinte da Libertadores da América. Sem isso, o povo celeste não seria libertado do trauma de 2009 e não comemoraria o sonhado tricampeonato”.

Porque o baile aplicado no Vasco (e todo cruzeirense com senso de História sabe o prazer que é empurrar este rival do penhasco) não só praticamente garante nossa antes temida classificação, como inscreve este herói em definitivo nas nossas páginas heróicas e imortais.

O que os gols de Léo, Thiago Neves e Sassá ontem tiveram em comum? Todos, repito, TODOS, passaram pelos pés abençoados de deus Egídio, um escudo letal. 
Sim, Sassá, nosso Vida Loka (todo time precisa ter um, insisto) poderia ter saído do gramado de São Januário ontem com um certificado de que é, de fato, maior que o egípcio Sallah, sensação da Champions League deste ano. Até porque todos sabemos que a Libertadores é muito maior que o confronto europeu e sua ausência daquelas cenas lamentáveis que tanto gostamos–nada a ver com o quebra pau no estádio, registro.

Mas ontem, o estádio carioca com nome de santo, teve a honra de servir seu gramado para a impecável atuação de deus Egídio. 

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Comentários