O FATOR CAMISA 6

Thiago Pereira / 17/11/2017 - 12h32

Seis, como número, não possuí as propriedades cabalísticas de seu vizinho. Mas, para nós, celestes, é um número muito especial. Basta lembrar daqueles seis gols em Sete Lagoas, em 2011 (portanto, há...seis anos!). Nunca pensei nisso, mas seria interessante se a Arena do Jacaré tivesse testemunhado mais um gol cruzeirense naquela tarde, hein? Uma homenagem para cada lagoa. 
Amém Fabrício, Roger, Leandro Guerreiro, Wellington Paulista. 

Enfim, passado e viagens à parte, o número seis surge aqui como inspiração para a coluna de hoje devido ao acontecimento que agitou a semana no Cruzeiro, fora de campo. Dentro de campo, o empate contra o Avaí, na quarta, foi um daqueles (inesperadamente) bons jogos, com placar (inesperadamente) ruim, e que valeu pela possibilidade se emocionar com a volta do garoto Judivan. 

A grande pauta da semana foi mesmo a venda do lateral esquerdo Diogo Barbosa para o Palmeiras. Nas minhas confrarias da bola, geral abriu um chororô que, quem chegasse de longe, poderia até imaginar que estamos perdendo um Roberto Carlos, um Marcelo, um Branco e (perdão pela blasfêmia, eles não sabem o que dizem), um Sorín. 

O simpático e aguerrido Diogo Barbosa não chega nem perto dessa chancela, claro. É um bom jogador, em uma posição extremamente carente não apenas no futebol brasileiro, mas mundial. E ninguém aqui está exigindo isso dele, com seus vinte e poucos anos e duas boas temporadas no Brasileirão –foi destaque ano passado no Botafogo, compensado com a chance de vir jogar em um time grande em 2017. 

A melhor ilustração para a passagem de Diogo no Cruzeiro em 2017 foi aquele jogo contra o Palmeiras, nas quartas de final da Copa do Brasil, inferno e céu em pouco tempo. Através de seu maior defeito (achar que joga mais do que realmente joga), tomamos o gol dos paulistas. Com suas maiores qualidades (determinação e boa visão de jogo), foi dele o redentor gol de empate que nos classificou.

Em síntese, é um bom jogador, promissor, mas vamos com calma. Entendo a irritação pelo vacilo em termos de negociação: se a diretoria tivesse investido uma grana nele ainda este ano, possivelmente impossibilitaria o olho grande do Palmeiras. Mas a lamúria pela perda do jogador me parece exagerada, apesar do contexto de carência que vivemos todos na posição. Logo mais arrumaremos um bom camisa 6, nação. 

Publicidade
Publicidade
Publicidade
Comentários